27/05/2016 16h39
Polícia do Rio ainda não tem certeza de quantos participaram de estupro coletivo
A PolÃcia Civil do Rio de Janeiro ainda não tem certeza sobre o número de agressores que participaram de um estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no último sábado, 21, na zona oeste do Rio. Em depoimento na quinta-feira, 26, a menina apontou que foi atacada por 33 homens, mas a polÃcia segue investigando.
Quatro homens que participaram da ação ou compartilharam imagens já foram identificados. As autoridades ainda avaliam se pedirão a prisão deles.
"Como pai, como marido, também penso 'por que esse sujeito ainda não está preso?'. Mas, do ponto de vista técnico, temos que dar seguimento à s investigações", disse o chefe da PolÃcia Civil, Fernando Veloso.
A informação anterior era de que a polÃcia já havia pedido a prisão dos suspeitos, dois deles por participar diretamente e dois por compartilharem imagens. Isso foi negado hoje pelo delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), responsável pelo caso.
A divisão foi escalada para a investigação depois que o vÃdeo do estupro foi divulgado na internet. Na quinta, a delegada Cristiana Bento, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente VÃtima (DCAV) também passou a atuar no caso.
A divulgação das imagens por si só já é crime, frisou o delegado. A polÃcia acredita, porém, que a prioridade agora é dar andamento à s investigações e localizar outros possÃveis suspeitos.
"Iremos conduzir essas pessoas o quanto antes para tomar uma declaração", disse Thiers, que já está em contato com os advogados e também tem a localização dos quatro suspeitos. A vÃtima também será ouvida novamente.
A polÃcia ainda está tentando identificar outros suspeitos envolvidos para verificar se foram, de fato, 33 agressores. "Não chegamos a conclusões para dizer que houve estupro coletivo por 33, 36, 30", afirmou Veloso. Os crimes investigados são estupro de vulnerável e divulgação de pornografia infantil.
Na entrevista coletiva, o caso chegou a ser tratado como "suposto estupro", e o delegado titular declarou que a polÃcia havia diversas linhas de investigação, inclusive para verificar "se houve ou não estupro". O chefe de PolÃcia esclareceu depois que a polÃcia trabalha com indÃcios de que o crime ocorreu.
"Há indÃcios de que o fato houve, mas não podemos assinar uma declaração, um documento dizendo que sim. Isso vai depender do resultado do exame de corpo de delito, que está em fase de conclusão", disse Veloso.
O chefe de PolÃcia e os delegados do caso devem se reunir informalmente com os peritos para adiantar quais são as possÃveis conclusões do exame.
Na segunda-feira, a famÃlia da vÃtima deve se reunir com o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo. Há a expectativa de que sejam oferecidas medidas de proteção à adolescente.
As autoridades destacaram ainda a importância de notificar os casos de estupro e de violência contra a mulher, para que a polÃcia possa atuar nos casos. "Quando temos um caso muito grave, é bom pensar no que fazer para evitar outros casos como esse", disse Veloso.
Fonte: Estadão Conteúdo