11/08/2018 17h10
Polícia prende suspeitos de matar família de empresário em SC
A PolÃcia Civil prendeu dois suspeitos de participarem da chacina que resultou na morte de cinco pessoas no inÃcio de julho, em um apart-hotel na praia de Canasvieiras, em Florianópolis. O primeiro suspeito, de 21 anos, foi preso na sexta-feira, 10, em Santana do Livramento (RS), na fronteira do Brasil com o Uruguai. Já o segundo possÃvel envolvido foi preso neste sábado, 11, em São José, na região metropolitana da capital catarinense. As prisões são temporárias e o nome dos suspeitos não foram revelados.
Com as prisões, a PolÃcia Civil espera conseguir elucidar os detalhes da chacina. As vÃtimas foram mortas por asfixia com gasolina depois de serem rendidas no apart-hotel da famÃlia do empresário Paulo Gaspar Lemos, 78. Os criminosos permaneceram no local por mais de seis horas.
Além do empresário, também foram mortos os seus filhos, Paulo Júnior, 51, Kátya, 50, e Leandro, 44. A quinta vÃtima foi Ricardo Lora, 39, sócio dos Lemos. Os corpos foram encontrados com as mãos amarradas para trás e em cômodos diferentes do prédio. A empregada da famÃlia, que teria fugido da cena do crime, foi a única sobrevivente.
O delegado Ênio Mattos, titular da Delegacia de HomicÃdios da capital catarinense, mantém a suspeita inicial de que o crime foi motivado por dÃvidas. "A suspeita é de que eles mataram por motivo de dÃvidas, não existe essa hipótese de eles terem sido contratados por alguém", disse.
O preso em São José, segundo a polÃcia, era morador da região norte de Florianópolis, onde o crime aconteceu, mas estaria em São José para se esconder. Depois de localizar o suspeito, a polÃcia fez campanha desde a noite de sexta até realizar a prisão na manhã deste sábado. Um terceiro suspeito de ter participado do crime continua solto.
FamÃlia teria deixado dÃvida milionária em São Paulo
A famÃlia Lemos, que é natural de São Paulo, vivia em Florianópolis há cerca de dez anos. Na capital paulista deixaram um rastro de dÃvidas milionárias. Após o crime, o site da Revista Piauà revelou que, somente em São Paulo, a dÃvida da famÃlia chegava a R$ 227 milhões. Em São Paulo, a famÃlia foi dona de uma revendedora de carros.
Em Florianópolis, os Lemos abriram casas de eventos, compraram mansões em Jurerê Internacional e um apart-hotel, o Venice Beach, onde viviam após os negócios não prosperarem e as casas serem penhoradas por bancos.
Fonte: Estadão Conteúdo