23/07/2017 10h45
Poli-USP testa câmera de monitoramento facial
Para ampliar a segurança, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), uma das principais faculdades da instituição, testa um novo sistema de câmeras. Os equipamentos, mais modernos, reconhecem rostos e até objetos na Cidade Universitária, na zona oeste da capital. O projeto-piloto é testado como pesquisa acadêmica da Poli, encabeçado pela pró-reitoria de Graduação e feito em parceria com a empresa chinesa Huawei. A expectativa é integrar o sistema às câmeras de todas as unidades do câmpus em dois anos, segundo o professor Moacyr Martucci Jr, responsável pela iniciativa.
A cada dois dias, a Cidade Universitária registra pelo menos um crime - foram 79 ocorrências até maio, segundo dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação.
"Estamos testando os algoritmos para ter certeza de que a identificação funciona - se não 100%, ao menos com um grande grau de certeza", afirma Martucci. A ferramenta é capaz de detectar rostos. Depois de captadas as imagens, as informações são enviadas a um banco de dados em nuvem e cruzadas com o cadastro de alunos e funcionários. Se a pessoa estiver fora do banco, o sistema emite um alerta e envia uma foto para a segurança. Também poderá ser feito reconhecimento de veÃculos. Até agora o projeto já custou cerca de R$ 1,5 milhão. Se for estendido a todo o câmpus, estima Martucci, custará o triplo.
Funcionamento. O Estado acompanhou um teste com o equipamento. Três pessoas passaram em frente à s câmeras, instaladas em um auditório da Poli e, em segundos, tiveram as imagens enviadas ao celular do representante da Huawei. As imagens podem chegar até por aplicativos de mensagens, como o Telegram. Alunos e funcionários que estiverem registrados na "nuvem" têm os dados da matrÃcula expostas na tela. Um dos problemas apontados até pela empresa é a velocidade de transmissão dos dados pela internet - em diversos momentos houve atraso entre o momento em que a foto foi tirada e o reconhecimento facial. Outra preocupação é com a qualidade das câmeras que serão usadas. Para o teste, foi instalada luz forte no ambiente.
A reitoria informou que o projeto "não será desenvolvido, por ora, no âmbito institucional", por se tratar de uma pesquisa. Após assaltos e sequestros, a USP anunciou, em maio de 2015, que instalaria 638 câmeras nos câmpus do Butantã e da zona leste. Mas só 78 foram adquiridas até junho, indica planilha obtida pelo Estado. Outra medida de segurança foi parceria com o governo estadual, para elevar o efetivo de policiais militares no câmpus.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo