28/03/2020 09h50
Primeira morte por covid-19 em Brasília é de indígena
A primeira morte provocada pela covid-19 no Distrito Federal foi a de um indÃgena da etnia Pareci. A vÃtima, Israel Tiago Martins, de 46 anos, não vivia em uma aldeia, conforme a Secretaria Especial de Saúde IndÃgena do Ministério da Saúde.
Martins morava desde fevereiro na capital federal, em um assentamento na Rota do Cavalo, zona rural. No local, vivem moradores indÃgenas e não-indÃgenas. Ele era natural de Cáceres (MT) e antes vivia em São Carlos (SP).
Ele deu entrada na sexta-feira, 27, em uma Unidade de Pronto Atendimento em Sobradinho, com febre e dificuldade de respiração e tinha histórico de hipertensão e diabetes. O óbito foi confirmado no mesmo dia por complicações respiratórias.
Aldeias
Os Distritos Sanitários Especiais IndÃgenas estão em alerta, em fase de contenção da covid-19.
Atualmente, há 13 casos considerados como suspeitos de infecção pelo novo coronavÃrus em acompanhamento pela Secretaria Especial de Saúde IndÃgena. Sete deles são de Ãndios que vivem nas regiões Sul e Sudeste do PaÃs, nos distritos Interior Sul (4) e Litoral Sul (3).
Outras duas suspeitas de infecção de xavantes já foram descartadas pelo Ministério da Saúde, indica o mais recente boletim epidemiológico.
Risco
A secretaria orientou os indÃgenas a evitarem deslocamentos das aldeias a centros urbanos, assim como não permitirem a entrada de pessoas externas em suas terras.
Conforme o ministério, 800 mil indÃgenas vivem em aldeias sob responsabilidade de atendimento dos 34 distritos sanitários especiais em todo o PaÃs.
Fronteiras
A maior suscetibilidade dos indÃgenas a infecções respiratórias foi usada pela secretaria para pedir o fechamento de fronteiras e medidas efetivas para garantir a efetiva proibição da entrada de estrangeiros.
Conforme dados do ministério, 79 mil Ãndios vivem em terras Yanomami e do Leste de Roraima, perto da Venezuela e da Guiana; 76 mil Ãndios, na região do Alto Solimões e Vale do Javari, próximo ao Peru e à Colômbia. Outros 13 mil estão na região do Amapá e Norte do Pará, vizinhas à Guiana Francesa.
Fonte: Estadão Conteúdo