13/06/2019 08h10
Programa de educação midiática é lançado
Foi lançado nesta quarta-feira, 12, em São Paulo o Programa de Educação Midiática (EducamÃdia), que pretende disseminar um tema ainda pouco conhecido na sociedade, formar professores, produzir materiais e ajudar em polÃticas públicas. A educação midiática é uma forma de dar ferramentas para que crianças e adolescentes possam ter um consumo consciente da informação, impressa ou digital, com senso crÃtico. Ou seja, saber discernir o que são textos de opinião, reportagens, conteúdos patrocinados, sátiras, além de saber navegar e se expressar na internet com segurança e responsabilidade. E não acreditar facilmente nem passar para frente as notÃcias falsas (fake news).
Pesquisa da Universidade de Stanford mostra que 82% dos adolescentes nos Estados Unidos não conseguem, por exemplo, identificar a diferença entre um anúncio marcado como "conteúdo patrocinado" e uma notÃcia real em um site. Outro estudo do MIT mostrou que as notÃcias falsas se espalham seis vezes mais rápido no Twitter do que as verdadeiras.
"Sempre dizemos que proibir não resolve, o que resolve é educar", disse PatrÃcia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, entidade que criou o EducamÃdia. Entre as iniciativas do programa, que tem o apoio do Google e o Estado como parceiro, estão cursos para professores, que vão levar a educação midiática para as escolas públicas e particulares do PaÃs. Uma das parcerias será com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
O campo jornalÃstico midiático faz parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2017, na disciplina de Português do ensino fundamental. Isso quer dizer que as escolas precisam se preparar justamente para ensinar o estudante a analisar as informações que vêm de todas as mÃdias, além de guiá-lo com práticas éticas e seguras no ambiente digital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo