15/06/2016 16h42
Promotoria recomenda regime fechado a Suzane Richthofen
A promotoria criminal de Taubaté, interior de São Paulo, quer que a detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, volte a cumprir a pena em regime fechado. Em parecer protocolado nesta quarta-feira, 15, na Vara de Execuções Criminais, o promotor Alexandre Mourão Mafetano considerou que Suzane cometeu falta grave ao declarar endereço falso durante a saÃda temporária do Dia das Mães, no mês passado. Atualmente, Suzane é beneficiária do regime semiaberto e pode sair da prisão em condições especiais.
Segundo o promotor, a detenta agiu de má-fé ao declarar um endereço inexistente, já que planejava encontrar-se com o namorado, em Angatuba, interior de São Paulo. Ela informou um endereço na cidade, mas estava na propriedade de uma irmã do rapaz, na zona rural do municÃpio, onde acabou detida pela PolÃcia Militar.
O promotor apurou que, em sua saÃda anterior, durante a Páscoa, Suzane já havia informado o endereço falso à Coordenadoria de Estabelecimentos Prisionais do Vale do ParaÃba. Ela também forneceu, como contato, o número do telefone de outra pessoa.
O parecer, dado em processo que apura a falta cometida pela presa, contraria o resultado da sindicância da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que entendeu não ter havido má-fé nesse caso. A SAP sugeriu que seja suspenso o direito de Suzane à s saÃdas temporárias por um perÃodo de seis meses, mas sem regressão ao regime fechado.
O processo aberto pela Vara de Execuções, sem prazo para ser concluÃdo, vai definir se Suzane permanece no semiaberto ou se volta para o regime fechado. A Defensoria Pública de Taubaté, que defende Suzane, não se manifestou sobre o parecer da promotoria. A jovem foi considerada cúmplice do assassinato dos pais, MarÃsia e Manfred van Ritcthofen, ocorrido em 2002.
Fonte: Estadão Conteúdo