26/08/2021 20h10
Queda nos casos de síndrome respiratória parou, diz Fiocruz
Uma nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta a interrupção da queda do número de casos de SÃndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no PaÃs e sugere que há uma retomada do crescimento. Atualmente, 98% dos casos de SRAG são causados pela covid-19. O boletim foi divulgado nesta quinta-feira, 26. É referente à semana epidemiológica de número 33, de 15 a 21 de agosto.
Segundo o levantamento, nove unidades da Federação apresentam tendência de crescimento do número de casos a longo prazo. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, PiauÃ, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o boletim, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam sinais fortes de crescimento. A situação se repete em onze capitais, entre elas Rio e São Paulo.
Outros sete Estados apresentam sinal de crescimento a curto prazo. São eles Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, ParaÃba e Tocantins.
"Nos Estados em que há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, deve-se interpretar como sinalização de possÃvel interrupção de queda, com tendência de crescimento a ser reavaliada nas próximas semanas", disse o coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes.
O pesquisador pede "cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da covid-19 enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos". Ele ressalta também a necessidade de "reavaliação das flexibilizações já implementadas em alguns Estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados".
O boletim revela também que os indicadores de transmissão comunitária do Sars-CoV2 encontram-se em nÃvel alto ou superior em todas as capitais. Em São Paulo, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba e Goiânia o nÃvel é extremamente alto.
Fonte: Estadão Conteúdo