17/06/2019 20h30
Rebelião liderada pelo PCC deixa dez mortos em presídio do Paraguai
Uma rebelião liderada por integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou dez detentos mortos e outros 12 feridos no domingo, 16, na penitenciária de San Pedro, Paraguai. Cinco vÃtimas foram decapitadas, três tiveram os corpos carbonizados e duas morreram baleadas, segundo a PolÃcia Nacional do Paraguai.
Conforme o Ministério do Interior daquele paÃs, os brasileiros entraram em confronto com presos da facção local Clã Rotela, em briga pelo comando da prisão. Autoridades de Assunção admitem que o PCC já controla grande parte do sistema penitenciário paraguaio.
Segundo o ministro do Interior, Juan Maria Villamayor, os presos chefiados pelo criminoso Armando Rotela foram atacados a tiros e golpes de facas artesanais pelos membros do PCC. Os agentes penitenciários acionaram a PolÃcia Nacional após ouvirem disparos no interior da ala.
No confronto, alguns presos foram enrolados em colchões e incendiados. A polÃcia negociou a entrada no presÃdio para socorrer feridos. Entre os mortos já identificados, todos tinham eram paraguaios e tinham entre 22 e 30 anos.
Conforme Villamayor, o massacre está relacionado ao assassinato de dois detentos, na sexta-feira, no presÃdio de Tacumbú, em Assunção. Na ocasião, membros do PCC executaram dois presos e deixaram outro ferido, durante 'batismo de sangue' realizado pela facção para admitir novos integrantes. As vÃtimas seriam do clã Rotela. Dois presos envolvidos nessas mortes foram transferidos para San Pedro e, ao encontrarem a facção rival, houve confronto.
Na noite de domingo, houve nova rebelião na Penitenciária de Tacumbú, onde Rotela estava preso. O traficante teria tentando amotinar seus seguidores para se vingar do massacre de membros do clã em San Pedro. O motim foi controlado e dois ficaram feridos.
Na manhã desta segunda, o ministro da Justiça, Julio Javier RÃos, anunciou a destituição do diretor do presÃdio de San Pedro, Wilfrido Quintana, e do diretor de Estabelecimentos Penitenciários, Blaz MartÃnez. Segundo ele, as primeiras apurações indicam que as recentes matanças em unidades prisionais do paÃs podem ter acontecido por causa da negligência ou cumplicidade dos agentes penitenciários, com a omissão dos dirigentes.
Fonte: Estadão Conteúdo