16/11/2016 21h03
Restam menos de 300 onças-pintadas na Mata Atlântica
A onça-pintada está definitivamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. Menos de 300 desses magnÃficos felinos ainda sobrevivem no bioma, espalhados e isolados em pequenas populações pelo Brasil, Argentina e Paraguai, segundo um trabalho publicado nesta quarta-feira, 16, na revista Scientific Reports. É o mais completo levantamento já feito sobre a população remanescente de onças-pintadas na Mata Atlântica.
As causas do declÃnio são óbvias. Cerca de 85% do hábitat original das onças-pintadas (ou jaguares, como também são conhecidas) na Mata Atlântica já desapareceu, e apenas 7% das florestas que restam ainda estão em bom estado de conservação, com tamanho e alimento suficientes para abrigar a espécie, segundo os cientistas. Não bastasse isso, as poucas onças sobreviventes são frequentemente perseguidas e atacadas por caçadores e fazendeiros.
"Perda e fragmentação de hábitat são as principais causas de declÃnio das onças-pintadas, mas a mortalidade induzida pelo homem é a principal ameaça à s populações remanescentes", dizem os autores do trabalho, que incluem pesquisadores do Brasil, Argentina, Paraguai e Porto Rico. A Mata Atlântica, segundo eles, corre risco de se tornar a primeira floresta no mundo a ter o seu maior predador extinto.
A Ãntegra do estudo pode ser acessada aqui: https://goo.gl/CFrhXl.
Para saber mais sobre o assunto, acesse o especial multimÃdia Fauna InvisÃvel da Mata Atlântica: http://infograficos.estadao.com.br/cidades/fauna-invisivel/; e conheça a história da onça-pintada Soneca, que desapareceu misteriosamente nas florestas do Vale do Ribeira - provavelmente morta por palmiteiros. Com dezenas de fotos, vÃdeos, mapas, entrevistas e infográficos interativos.
Fonte: Estadão Conteúdo