08/03/2017 15h30
Rio pede para prorrogar contrato de Saneamento Ambiental da Baía de Guanabara
Mergulhado em uma profunda crise econômica, o Estado do Rio de Janeiro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação de um contrato que prevê financiamento para a execução do Programa de Saneamento Ambiental dos MunicÃpios do Entorno da BaÃa da Guanabara.
A iniciativa tem como objetivo reverter a degradação ambiental da BaÃa da Guanabara, por meio do aumento da cobertura de coleta e tratamento de esgoto na região.
Em março de 2012, o governo fluminense firmou contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que se encerra no dia 20 deste mês. De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado do Rio, devido aos entraves na contratação de grandes obras, o contrato tem de ser renovado por mais dois anos, o que esbarra no aval da União.
Caso o programa não seja prorrogado, serão perdidos cerca de US$ 100 milhões em investimentos (cerca de R$ 315 milhões considerando a atual taxa de câmbio), informou o governo do Rio.
"Impende ressaltar que o prejuÃzo não se resume a essa vultosa quantia, impactando diretamente nas moradias de dezenas de milhares de pessoas que vivem em condições extremamente precárias, à s quais não apenas se proporcionaria condição de vida melhor, mas se reduziriam os riscos de contaminação por moléstias graves, com inegável impacto na saúde pública da região", alegou o Estado ao STF.
De acordo com o governo do Rio, a não prorrogação do contrato resultará em "efeitos danosos", como a perda de mais 30 km de tubulação de uma rede subterrânea, além de comprometer o funcionamento de uma estação de tratamento de esgoto, implantada em área de propriedade do Estado.
"Uma vez abandonada a obra, pela ausência de recursos, não haverá a menor possibilidade de permanecer desimpedida, com evidente risco de favelização, o que poderá ser um processo irreversÃvel ou, no mÃnimo, que demande o remanejamento de eventuais ocupantes, com evidentes custos adicionais ao Estado", ressaltou a Procuradoria-Geral do Estado.
Dispositivos
O novo pedido do Rio foi feito no âmbito de uma ação ingressada em janeiro deste ano pelo próprio governo fluminense no qual solicita a antecipação dos termos de acordo firmado com a União. Na ação, de relatoria do ministro Luiz Fux, o Rio deseja afastar dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e determinar o imediato cumprimento de acordo firmado com a União, com o objetivo de "impedir o total e completo colapso que se avizinha".
Fonte: Estadão Conteúdo