16/06/2017 22h18
Sem combustível em ambulância, bebê morre a espera de transporte em SC
A morte de uma menina de 1 ano na cidade de Joinville, em Santa Catarina, chocou amigos e parentes da famÃlia que aguardaram mais de 15 horas para fazer a transferência da criança de Mafra, onde ela deu entrada com sintomas de pneumonia. Segundo a famÃlia, faltou combustÃvel na ambulância que faria o transporte. Os pais da menina chegaram a oferecer dinheiro para colocar combustÃvel no veÃculo, mas os técnicos teriam negado.
HeloÃsa deu entrada no Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra, na última quarta-feira, 7. Na quinta-feira, 8, o quadro clÃnico da menina piorou e o médico pediu a transferência para o Hospital Infantil de Joinville, a 135 quilômetros de distância. No entanto, na hora de fazer o transporte a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do municÃpio estava sem combustÃvel.
No desespero, conseguiu-se acionar a ambulância de Rio Negrinho, cidade vizinha, mas a equipe de plantão estava incompleta e não tinha médico para acompanhar a transferência. Durante a espera, o quadro de HeloÃsa piorou e ela precisou ser estabilizada no hospital de Mafra. Os médicos tentaram então acionar o helicóptero da PolÃcia Militar, mas o mau tempo não permitiu condições de voo.
Já na madrugada de sábado, uma ambulância de Canoinhas, também na região, acabou levando a menina até Jaraguá do Sul, de onde outro veÃculo completou o trajeto até Joinville. Depois de mais de 15 horas, HeloÃsa foi internada na UTI do Hospital, onde sobreviveu por mais 12 horas até ir a óbito.
O tio da menina gravou um vÃdeo que circula pelas redes sociais e afirma que houve negligência por parte do Estado. "Improbidade, negligência, imprudência, imperÃcia. Nós estamos protestando neste vÃdeo. Nós não queremos que outras famÃlias passem por este mesmo sofrimento, por esta mesma negligência."
A PolÃcia Civil foi acionada e investiga o caso. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do Samu, vai se manifestar após a apuração dos fatos.
Fonte: Estadão Conteúdo