13/12/2017 13h30
SP estuda como limitar reajuste de ônibus
Após dois anos de tarifa de ônibus congelada na capital paulista, a gestão João Doria (PSDB) ainda estuda se fará aumento na passagem, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. A administração municipal também não descarta um aumento menor do que o da tarifa de trens e metrô, serviço que também deve ter elevação de preço em 2018. Oficialmente, os dois órgãos estão negociando o porcentual de reajuste, que deve ser divulgado "nas próximas semanas".
A negociação ocorre às vésperas de a Prefeitura lançar a primeira licitação para o sistema de ônibus em 15 anos - esperada para a próxima semana. Com isso, a expectativa é de reduzir os custos do transporte na cidade.
Secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sério Avelleda afirmou nesta terça que continuam as conversas com o governo do Estado para que o reajuste seja em conjunto, mas não descartou a possibilidade de adotar polÃtica própria. Ressaltou, porém, não abrir mão do desconto da tarifa integrada (válida para o passageiro que usa ônibus e metrô).
"Temos uma integração tarifária importante e não são mais possÃveis decisões unilaterais", disse. "O prefeito, de fato, ainda não recebeu as alternativas possÃveis." Doria, por sua vez, afirmou que "não há nenhuma decisão a respeito" e aguarda dados da comissão que estuda o tema, liderada por Avelleda.
A tarifa atual é de R$ 3,80 e o último reajuste foi em janeiro de 2016. Se corrigido pela inflação, o preço iria para R$ 4,14.
Opções. Na semana passada, a Câmara reduziu de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,1 bilhões a previsão de verba pública em 2018 para subsidiar as empresas de ônibus. Neste ano, o gasto com o subsÃdio já é de R$ 2,9 bilhões, o que apertou o orçamento.
Nesta terça-feira, 12, na Câmara, o secretário da Fazenda, Caio Megale disse que há como manter a operação em 2018 com R$ 2,1 bilhões - valor que ainda pode passar por revisões, uma vez que o orçamento ainda precisa ser aprovado em 2.ª votação.
Segundo ele, é possÃvel reduzir custos e aumentar receitas sem alterar as tarifas. "A nova licitação deve ser publicada agora até o fim do ano e, com ela, é possÃvel se buscar ganhos de eficiência, reduzir os custos totais do sistema", afirmou.
"Outra opção no cardápio é a licitação da bilhetagem, que hoje também traz uma ineficiência que pode ser recuperada com esse subsÃdio." Megale ainda destacou ações antifraude e revisões de gratuidade. Se o valor para o sistema de transporte se mostrar insuficiente depois de definida a tarifa, "vamos fazer ação de remanejamento de subsÃdio, como fizemos ao longo deste ano".
Estado
O Metrô, da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), que neste ano fez concessão dos espaços de publicidade para elevar receitas, afirmou que a tarifa "ainda está em estudo". Disse também que "o equilÃbrio entre a sustentabilidade financeira" e a "qualidade do serviço" é uma preocupação constante".
Fonte: Estadão Conteúdo