25/04/2016 11h54
Usado para socorrer o Cantareira durante a crise, Guarapiranga cai pelo 27º dia
Apesar de atravessar sequência negativa, o Sistema Cantareira foi o único dos principais mananciais de São Paulo a não sofrer queda no volume armazenado de água, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta segunda-feira, 25. Sem chuva, os reservatórios que compõem o sistema ficaram estáveis, mas já não registram aumento de água represada há 13 dias.
O Cantareira opera com 65,8% da capacidade, de acordo com a Sabesp, que considera no cálculo duas cotas de volume morto que já deixaram de ser captadas como se fossem volume útil do sistema. O Ãndice é o mesmo do dia anterior.
A última vez em que o manancial teve aumento foi no dia 12 de abril, quando o nÃvel do sistema subiu de 66,1% para 66,2%. Uma das razões para a sequência negativa é o perÃodo seco. Neste mês, choveu apenas 0,9 milÃmetro, enquanto a média histórica de abril é de 88,7 mm.
Já de acordo com o Ãndice que desconsidera o volume morto do sistema na conta, o Cantareira sofreu queda de 0,1 ponto porcentual. Os reservatórios registram 36,5% da capacidade, ante 36,6% no dia anterior. O terceiro Ãndice ficou estável em 50,9%.
Outros mananciais
Usado para socorrer o Cantareira durante a crise, o Guarapiranga perdeu água represada pelo 27º dia e recuou 0,3 ponto porcentual. Com a queda, o nÃvel do sistema desceu de 80,5% para 80,2%.
O Alto Tietê caiu pelo oitavo dia. A perda de 0,2 ponto porcentual fez o nÃvel do sistema descer de 40,8% para 40,6% - Ãndice que considera um volume morto acrescentado ao cálculo em 2014.
Em termos proporcionais, o Rio Claro foi quem sofreu a maior perda: 0,6 ponto porcentual. O sistema opera com 99,1%, contra 99,7% no dia anterior. Por sua vez, o Rio Grande e o Alto Cotia caÃram 0,5 e 0,2 ponto, respectivamente, e estão com 87,1% e 98,2% da capacidade.
Fonte: Estadão Conteúdo