18/12/2019 18h10
Vale: indenizações individuais e trabalhistas pagas por Brumadinho somam R$ 2 bi
A Vale pagou um total de R$ 2 bilhões em indenizações individuais e trabalhistas decorrentes da tragédia com a Barragem I, da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A mineradora informa que já celebrou mais de 4.000 acordos, indenizando integralmente as pessoas. O rompimento da estrutura, em 25 de janeiro, deixou 257 mortos e 13 desaparecidos.
A companhia afirma em comunicado que continua trabalhando para reparar integralmente os danos causados pelo rompimento da B1, com iniciativas para restabelecer social e ambientalmente os municÃpios impactados, priorizando o diálogo próximo com as comunidades e Poder Público.
No último dia 28, a Vale assinou a prorrogação por dez meses do auxÃlio emergencial para as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem. O acordo foi homologado pela 6ª Vara da Fazenda Pública, e contou com a participação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Advocacia Geral da União, Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais, Defensoria Pública Federal e Estado de Minas Gerais.
Os valores foram mantidos, com um salário mÃnimo por adulto vitimado pelo rompimento, meio salário mÃnimo por adolescente e um quarto por criança. O benefÃcio continuará sendo pago integralmente para um número de pessoas estimado pela Vale entre 10 mil e 15 mil.
A Vale repassou ainda R$ 382 milhões a órgãos públicos. O montante inclui repasses à Prefeitura de Brumadinho e outros dez municÃpios mineradores de Minas Gerais que tiveram a arrecadação prejudicada pela interrupção das atividades e valores para compra de veÃculos e equipamentos e capacitação profissional da PolÃcia Militar, Corpo de Bombeiros, PolÃcia Civil e a Defesa Civil de Minas Gerais.
Em comunicado à imprensa, a Vale apresenta um projeto de requalificação urbana chamado território-parque, que inclui ações de melhoria da infraestrutura (reforma, pavimentação e urbanização de ruas, casas e estruturas), reativação econômica e desenvolvimento do turismo local, além de cuidado com a memória das vÃtimas do rompimento da Barragem I. Segundo a mineradora, o projeto atende a reivindicações da comunidade para Córrego do Feijão.
Fonte: Estadão Conteúdo