23/07/2016 09h40
Zika é achado em sêmen 93 dias após infecção
Um homem de 27 anos teve a presença do vÃrus da zika detectada no sêmen, na França, 93 dias após relatar sintomas de uma infecção adquirida em uma viagem à Tailândia, no Sudeste da Ãsia - onde não há epidemia de zika. O caso foi relatado por pesquisadores franceses em um artigo publicado ontem na revista cientÃfica The Lancet.
Até agora, o registro de sobrevivência mais longa do vÃrus no sêmen havia sido de 62 dias após os sintomas. Segundo os autores, o novo caso indica que pessoas que viajam para áreas onde não há epidemia de zika também podem ser infectadas.
O artigo sugere que o monitoramento dos pacientes por seis meses depois do aparecimento dos sintomas, como recomenda o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, deveria ser estendido também para pacientes que voltam de áreas não epidêmicas.
A equipe de cientistas foi coordenada por Jean Michel Mansuy, do Centro Hospitalar Universitário de Toulouse, na França. Segundo os pesquisadores, nenhum traço do vÃrus zika foi encontrado nas amostras de sangue ou de urina do paciente, mas fragmentos do RNA do vÃrus foram detectados duas vezes no sêmen.
Segundo o artigo, o paciente viajou à Tailândia entre 18 de outubro e 30 de novembro de 2015, foi picado por mosquitos, mas não se expôs a nenhum risco de infecção por zika depois de voltar à França. Sintomas moderados de zika - que incluÃam fraqueza, dores no corpo e conjuntivite - apareceram no dia 6 de dezembro de 2015, exatos 93 dias antes da detecção do vÃrus no sêmen pela equipe de cientistas.
"Os dados indicam que o sêmen pode conter o vÃrus zika produzido em um reservatório de replicação atualmente desconhecido", escreveram os cientistas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo