O poeta mineiro Leandro Campos Alves acaba de escrever um novo e impressionante capítulo na história da literatura nacional. Reconhecido oficialmente pelo RankBrasil – Recordes Brasileiros, o autor superou o próprio recorde e lançou “A Saga do Viajante”, agora consagrada como o Maior Poema do Brasil já escrito.
A nova obra monumental ultrapassa com folga o marco anterior alcançado em 2018, quando Leandro conquistou o título com o poema “O Viajante”, composto por 2.022 estrofes e 10.875 versos. Desta vez, os números impressionam ainda mais: 6.346 estrofes, 30.727 versos e 1.185 páginas, consolidando um feito raro não apenas no Brasil, mas também no cenário da poesia mundial.
Uma criação guiada pela intuição
Segundo o autor, “A Saga do Viajante” não nasceu como um projeto previamente planejado. A obra surgiu de forma espontânea, conduzida por um intenso fluxo criativo que se manifestava diariamente, durante cerca de duas horas por dia, ao longo de aproximadamente seis meses. “A obra tem vida própria. O Viajante é um personagem vivo, de muitos lugares. Eu apenas viajava entre o teclado e meu eu interior”, relata Leandro.
O crescimento natural do poema, guiado pela intuição e pelas experiências pessoais do escritor, levou-o a definir o trabalho como um poema épico vivo, mutável e profundamente humano.
Entre desafios pessoais e superação

O processo de criação também foi marcado por desafios significativos. Portador de dislexia, Leandro enfrentou dificuldades técnicas durante toda a escrita. A obra passou pela revisão de três profissionais especializados, com destaque para a professora e escritora Maria do Carmo Figueiredo Paiva, responsável pela correção final. “A maior dificuldade foi superar as armadilhas da dislexia”, afirma o autor.
Leandro destaca ainda a influência dos clássicos do Romantismo brasileiro em sua formação literária, além da inspiração constante da poetisa Deuseli Campos Alves, sua irmã. Para ele, no entanto, a maior fonte de pesquisa foi a própria vida - suas memórias, vivências e percepções acumuladas ao longo dos anos.
Uma epopeia autobiográfica
Grande parte de “A Saga do Viajante” possui caráter autobiográfico. O autor reconhece que quase toda a sua trajetória pessoal está refletida nos versos. “O ponto final dessa obra será no dia da minha morte. Ela é viva e cresce comigo”, declara.
A escrita acontece de forma intuitiva e constante: ideias surgem a qualquer momento e são imediatamente registradas, para depois serem lapidadas com cuidado.
Da sala de aula ao reconhecimento nacional
Curiosamente, Leandro não teve uma infância marcada pelo hábito da leitura. Ele conta que lia apenas o necessário para cumprir as exigências escolares. O ponto de virada ocorreu anos depois, ao retornar aos estudos e prestar o ENEM, quando obteve quase 800 pontos na redação. Sua irmã, professora de literatura, apresentou o texto aos alunos, revelando ali um talento até então adormecido. “Entendi que eu tinha algo mais a fazer no mundo. Precisava provar meus limites e minha capacidade”, relembra.

Desde então, Leandro construiu uma sólida carreira literária: são 78 obras publicadas, entre livros autorais e participações coletivas, ao longo de mais de 13 anos de produção contínua.
Reconhecimento do RankBrasil
O novo recorde foi homologado pelo RankBrasil, instituição oficial responsável pelo registro de recordes exclusivamente brasileiros. Para o fundador da entidade, Luciano Cadari, a conquista tem um significado especial:
“Leandro não apenas superou seu próprio recorde - ele elevou o nível da poesia nacional. A grandiosidade desta obra mostra a força criativa do brasileiro, capaz de transformar desafios pessoais em legado cultural. Para o RankBrasil, é uma honra registrar feitos como este.”
Ao falar sobre a conquista, Leandro descreve a emoção de ser reconhecido novamente: “Senti-me como uma criança recebendo um presente. Ser aprovado pelo RankBrasil não é tarefa fácil. Para ser recordista, é preciso mérito.”
Um legado em construção
Leandro acredita que “A Saga do Viajante” ultrapassará sua própria existência física e seguirá inspirando gerações futuras. “Talvez eu não tenha dimensão de quantos anos meu nome será lembrado, mas sei que muitas gerações ouvirão falar de um mineiro disléxico que ousou transformar sua vida em poesia.”
O autor revela que pretende continuar escrevendo e já sonha em alcançar, no futuro, a marca de cem mil versos. Ao definir a essência de sua obra, é direto: “Meu legado.”
Aos jovens escritores, deixa um conselho claro e inspirador: Não se importem com críticas ou indiferenças. Escrevam, sonhem e deixem que o tempo lhes dê o verdadeiro valor.”
Com “A Saga do Viajante”, Leandro Campos Alves não apenas supera um recorde: ele reafirma a literatura como caminho de superação, identidade e eternidade, eternizando sua história em versos que agora fazem parte do patrimônio cultural brasileiro.
Sobre o RankBrasil
Fundado em 1999, o RankBrasil – Recordes Brasileiros é a instituição oficial responsável pela homologação de recordes nacionais. Com metodologia própria, análise criteriosa e independência editorial, tornou-se referência na valorização de talentos, histórias e feitos que destacam o Brasil em diversas áreas.
Minibiografia
Leandro Campos Alves foi presidente da Academia Caxambuense de Letras 19/21 e 22/23, e possui o título de Doutor Honoris Causa em Literatura.
O escritor possui diversos títulos, é membro de várias Academias de Letras pelo Brasil e no exterior, sendo ele possuidor de um currículo invejável, recheado com diversas obras, prêmios e trabalhos internacionais, venceu a dislexia e o preconceito, deixando fluir de seu grafite poesia e contos que encantou o mundo!
Autor do poema épico “O Viajante” que foi reconhecido oficialmente pelo livro dos recordes “Ranque Brasil” em 2018, como o maior do Brasil, com mais de 10.875 versos e 2.022 estrofes. Em novembro de 2025, ele quebrou seu próprio recorde com a publicação do poema, “A Saga do Viajante” com 30.727 versos, 6.346 estrofes escritas em 1.185 páginas. Poema este que lhe deu destaque internacional, por ser o maior poema da língua portuguesa e estar entre os dez maiores poemas do mundo já publicado, sendo o único brasileiro a fazer parte desta lista de clássicos. O poema também é o terceiro maior poema do mundo a ser escrito por um único autor.
Leandro Campos Alves é natural de Liberdade MG, com residência em Caxambu MG, cidade a qual ele é cidadão honorário.