Nasceu em São Lourenço a 18 de abril de 1920. Seus pais eram Justino José Goulart e Maria Cândida de Almeida. Muito cedo entrou para a Congregação Salesiana, seguindo os passos de suas irmãs Maria José, Alice e o irmão Januário, completando então uma família a serviço de Deus.
Como aspirante, tornou-se uma aluna exemplar. Estudiosa e inteligente destacou-se em todas as matérias e, em especial o português. Formou-se professora. Sua vocação religiosa e seu carisma levaram-na a ser Catequista, Formadora de Catequistas e responsável pelo Oratório. Foi coordenadora do curso primário dos Colégios Santa Inês de Barreto, Ribeirão Preto, Santo André, São José dos Campos, Cruzeiro e Batatais. Gostava imensamente de crianças e adolescentes.
Era alegre e transmitia este sentimento a todos que com ela conviviam. Imparcial em suas decisões, era justa e procurava ressaltar as qualidades das pessoas com as quais convivia. Era uma pessoa feliz!
Paciente, tinha o Dom de ouvir e aconselhar aos que lhe confiavam seus problemas. Sempre achava uma solução, uma palavra certa na hora certa; e vinha um convite: - “Deus proverá, mas vamos juntos fazer uma novena”.
Viveu intensamente sua vida religiosa. Caprichosa e criativa, fazia lindo cartazes com frases de incentivos e de amor a Deus e as colocava nos corredores e nas salas de aula. Amava flores e com elas enfeitava seu ambiente de trabalho.
Ninguém ficava triste ao seu lado. Durante um retiro espiritual, derrepente comunicou às irmãs: - “Acabo de fazer uma surpresa a mim mesma. Quando voltar do retiro vou encontrar minhas meias consertadas, meu hábito lavado e perfumado”. (Ela mesma o fizera).
Era devota do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora.
Irmã Brasiliana trabalhava muito. Certa vez, depois de um estafante dia, adormeceu no pavimento do banheiro... Contou às Irmãs, sorrindo o susto que levou!
Em 1984 ficou muito doente. Foram dezoito meses de grande sofrimento. Resignada, jamais se queixou. Achava-se privilegiada em poder ser tratada num ótimo hospital, ser atendida por bons médicos, fazer exames, remédios na hora certa e se entristecia ao pensar nos pobres que nada tinham e nem privavam de tais atendimentos.
Certa vez comentou com as Irmãs:
“Falamos muito em ressurreição, mas, a ela não chegamos de graça, ela é uma conquista”.
Sentido que chegara a hora de entregar sua alma a Deus, fez a Irmãs três pedidos:
- Que rezassem e pedissem a Deus que a viesse buscar.
- Que fossem verdadeiras irmãs para Alicinha (Irmã Alice).
- Que dessem um abraço a todos.
Perguntou por seus documentos, por seu hábito e se tudo estava em ordem. Faleceu em São Paulo a primeiro de novembro de 1985, primeira sexta-feira do mês. Celebrava-se nesta data o Dia de Todos os Santos. Certamente, a partir de então, este foi também o dia de Irmã Brasiliana. Sua vida foi um hino de amor.