Com o advento da aproximação do mega evento mundial a acontecer no Brasil, mesmo estando o mundo um tanto conturbado quanto a economia, a transformar potências como: Estados Unidos, França, Itália e outros como Espanha, Portugal e Grécia em países afundados em crises sem precedentes às suas histórias, foi confirmada a realização, de acordo com as presenças das autoridades e imprensa mundial pelo – programa CUP FIFA WORLD 2014 – transmitindo do Rio de Janeiro em cadeia televisiva via-satélite ao mundo o sorteio das chaves seletivas de classificação aos países filiados a FIFA, a participarem da Copa do Mundo de 2014 – patrocinada e ser realizada no Brasil.
Claro que este gigantesco acontecimento nos enche de orgulho, dando mostras incontestes que não somos apenas um emergente do dito terceiro mundo, mas sim, também uma potência mundial digna em ser respeitada e obviamente demonstrar o quão somos capazes em patrocinar tal monumental evento. Todavia, não podíamos deixar de recordar e, porque não, trazer da memória o que se passou a exatos 61 anos, quando tivemos pela primeira vez, óbvio medindo as proporções, pelas seis décadas, à realização da IV Copa do Mundo (Copa Julie Rimet), em 1950, a primeira após a guerra, depois de uma interrupção por 12 anos. Este evento aqui realizado deveu-se, dizem os historiadores, pelo fato da Europa ainda estar se reerguendo do horror que foi o conflito mundial, onde arrasada, não tinha como patrocinar tal projeto e muito menos os países dispunham de condições organizacionais e técnicas concernente a uma infra-estrutura compatível com o grandioso projeto; tanto na área atlética como no apoio logístico aos participantes. Portanto,
coube a nós, brasileiros, sediar como ocorreu, inclusive com a construção do Maracanã o maior estádio de futebol do mundo, o qual nos orgulhamos sobremaneira. A partir de então, aliado a evolução e o crescimento de nosso futebol, já despontado na última copa em 1938 na Itália, onde alcançamos um expressivo 3º lugar, nos credenciamos como uns dos favoritos, ainda mais levando-se em conta sermos os anfitriões, no que sem dúvidas eram favas contadas a vencer.
Eu como criança, tendo 4 anos de idade, apenas me lembro que meu pai me presenteou com uma bandeirola do Brasil, onde apegando-me a ela, passava o tempo todo a desfraldá-la sob gritos patrióticos dando vivas ao Brasil! Recordo-me que a cada vitória da seleção, onde pelas ondas do rádio nosso locutor, vibrando, nos trazia a emoção a enaltecer cada vez mais a pujança dos nossos atletas futebolísticos, como se a pátria estivesse de chuteiras, nos passava que éramos imbatíveis e, desacerbado, nas transmissões, nos proporcionava o orgulho em sermos brasileiros.
Quanto ao seguimento e o epílogo dessa história, o Brasil inteiro já conhece e dispensa falarmos sobre o fatídico 16 de Julho de 1950. Todavia, me reporto a contar, um episódio narrado pelo saudoso amigo Miguel, – dedicado ferroviário, chefe de trens e da extinta e famosa ferrovia RMV (Rede Mineira de Viação) que atendia a todo sul de Minas – que vem à mente, talvez como um sinal de alerta, o fato por ele vivenciado, ocorrido por ocasião da Copa do Mundo de 1950.