07/09/2018 13h00
Agressor de Bolsonaro é indiciado na Lei Segurança Nacional
O agressor do candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, Adélio Bispo Oliveira foi indiciado pela PolÃcia Federal com base na Lei de Segurança Nacional, que prevê penas para crimes por motivação polÃtica.
Em seu artigo 20, a Lei 7.170, que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem polÃtica e social, inclui os crimes pela "prática de atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo polÃtico ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações polÃticas clandestinas ou subversivas". A pena para esse tipo de crime é de reclusão de 3 a 10 anos, podendo ser aumentada em até o dobro, se o fato resultar em lesão corporal grave; e até o triplo se resultar em morte.
O indiciamento revela que a principal hipótese da PF nesta fase inicial de investigação é que a motivação para o crime tenha sido polÃtica.
O diretor-geral da PolÃcia Federal, Rogério Galloro, retornava a BrasÃlia no fim da manhã desta sexta-feira, 7, e não vai a Juiz de Fora. A avaliação da PF é que a investigação está sendo bem conduzida em Minas Gerais e deve continuar assim. A superintendência de BrasÃlia dará todo o apoio necessário.
Desde a quinta-feira, após a notÃcia do ataque ao candidato Jair Bolsonaro, foi montado um gabinete na PolÃcia Federal em BrasÃlia para acompanhar o caso de forma imediata. Mas o inquérito deverá tramitar na Justiça Federal de Juiz de Fora (MG) e, a princÃpio, a condução das investigações será feita pela unidade da PF no local.
Adélio Bispo de Oliveira terá ainda hoje uma audiência de custódia, que é realizada com presos em flagrante até 24h depois da prisão. Segundo a PF, um segundo suspeito de envolvimento no crime, que chegou a ser preso na quinta-feira e foi liberado na madrugada, continua sendo investigado. A PF não revelou a identidade desse suspeito.
À imprensa, nesta sexta, 7, o ministro Raul Jungmann disse que havia ao todo três suspeitos no caso sendo investigados, incluÃdo Adélio Oliveira.
Fonte: Estadão Conteúdo