07/09/2021 17h00
Aos gritos de 'fora Bolsonaro', oposição faz ato Grito dos Excluídos em SP
Ato da oposição ao presidente Jair Bolsonaro, o chamado Grito dos ExcluÃdos começou oficialmente por volta das 14h45. Desde o fim da manhã, manifestantes se concentravam no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo. A manifestação é organizada por centrais sindicais, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), e por partidos da esquerda, como PT, PSOL, PCdoB e outros.
A manifestação começou com um ato ecumênico, reunindo representantes de diversas religiões (católicos, evangélicos, religiões africanas e outras). A ação religiosa teve como mote o combate à fome. Nas falas do Padre Antônio Alves, o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de "assassino" e "genocida" por tirar o pão do povo.
Gritos de "fora, Bolsonaro" são entoados pela organização e manifestantes. Ainda não foi divulgada uma estimativa de público.
Durante a preparação para a manifestação, o coordenador da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, lembrou que pela primeira vez, em 27 anos de existência, a pauta da manutenção da democracia é parte do Grito dos ExcluÃdos. "Historicamente, o Grito levanta temas como o desemprego, fome e exclusão social para as ruas. Desta vez, a questão da defesa da democracia se impôs. Não sair à s ruas seria um acovardamento. No futuro, seremos lembrados como parte dos setores que atuaram para impedir um golpe", disse.
Antes do inÃcio do ato, a CUT promoveu uma distribuição de alimentos (com feijão, arroz, legumes, saladas e frutas). Segundo os organizadores, os alimentos são oriundos de agricultura familiar. Uma fila para a retirada dos alimentos se formou na própria avenida São João, atrás do caminhão de som. Ação é contraponto ao discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre fuzis.
Fonte: Estadão Conteúdo