02/08/2019 13h40
Após impor derrotas ao governo, STF é criticado por bolsonaristas no Twitter
Às 12h30 desta sexta-feira, 2, completaram-se 12 horas de crÃticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Twitter, a maior parte acompanhada da #STFVergonhaNacional. A campanha, levada adiante por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro e por deputados de seu partido, o PSL, é uma resposta à s derrotas que a Corte impôs nesta quinta-feira ao governo, na volta do recesso.
"O STF mal voltou do recesso, e já tem #STFVergonhaNacional nos trending topics. Que orgulho da nossa Suprema Corte, não é mesmo?", tuitou a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), a mais dedicada de sua bancada em criticar a Corte.
As crÃticas dos governistas focam principalmente na decisão do ministro Alexandre de Morais, que suspendeu investigações feitas pela Receita Federal que envolviam um grupo de pessoas nas quais estavam o ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além das esposas de Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Também é alvo de crÃticas a decisão do Supremo que impediu que a PolÃcia Federal pudesse destruir mensagens recolhidas com os hackers que atacaram telefones de autoridades, como pretendia o ministro da Justiça, Sergio Moro.
Deputada estadual mais votada do PaÃs, Janaina Paschoal (PSL-SP) divulgou um abaixo assinado que pede o impeachment do presidente do STF, Dias Toffoli, que estaria, na visão da parlamentar, usando de seu poder para inviabilizar investigações contra si próprio, o que configuraria crime de responsabilidade. "O Supremo Tribunal Federal é importantÃssimo, por isso precisamos cuidar para que seus membros não exorbitem no exercÃcio do poder", escreveu Janaina.
Na quinta-feira, dia 1º, o STF também determinou que demarcações de terras indÃgenas são atribuição da Fundação Nacional do Ãndio (Funai), e não do Ministério da Agricultura, como queria Bolsonaro. Além disso, o ministro LuÃs Roberto Barroso deu ao presidente da República um prazo de 15 dias para que ele conte o que sabe sobre o sequestro e o assassinato de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Organização dos Advogados do Brasil (OAB).
Fonte: Estadão Conteúdo