11/01/2023 09h40
Bolsonaro divulga vídeo que questiona vitória de Lula, mas apaga publicação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde o fim do ano passado, compartilhou um vÃdeo nesta terça-feira, 10, questionando o resultado da eleição presidencial de 2022, em sua primeira manifestação expressa em defesa da tese de fraude eleitoral após os atos golpistas de domingo, em BrasÃlia. O conteúdo foi apagado pouco mais de três horas depois.
O vÃdeo compartilhado por Bolsonaro mostra o trecho de uma entrevista do procurador Felipe Gimenez, do Mato Grosso do Sul, em que defende que a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi fraudada e que o voto eletrônico não é confiável. O recorte mostra a legenda "Lula não foi eleito pelo povo, ele foi escolhido e eleito pelo STF e TSE".
"Lula não foi eleito pelo povo brasileiro. Lula foi escolhido pelo serviço eleitoral, pelos ministros do STF e pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral", diz Gimenez no vÃdeo. "Porque se fosse uma escolha do povo, haveria poder do povo sobre essa escolha, poder do povo sobre o processo de apuração dos votos."
A teoria conspiratória do vÃdeo compartilhado pelo ex-presidente é uma das narrativas usadas como fundamento pelos extremistas que invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal no domingo.
Acusado de instigar os atos antidemocráticos, Bolsonaro afirmou ainda no domingo que depredações e invasões de prédios públicos "fogem à regra" e negou ter responsabilidade sobre os fatos.
"Manifestações pacÃficas, na forma da lei, fazem parte da democracia. Contudo, depredações e invasões de prédios públicos como ocorridos no dia de hoje, assim como os praticados pela esquerda em 2013 e 2017, fogem à regra", escreveu em uma rede social.
O compartilhamento do vÃdeo pelo ex-presidente ocorreu um dia antes da notÃcia de que novos atos estão sendo planejados para esta quarta-feira, 11, em todas as capitais do PaÃs, incluindo BrasÃlia. A informação foi divulgada na madrugada desta quarta pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Fonte: Estadão Conteúdo