14/04/2021 11h20
Bolsonaro diz que aguarda 'sinalização do povo' para 'tomar providências'
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (14) que aguarda "uma sinalização do povo" para "tomar providências" a respeito das consequências econômicas causadas pela pandemia da covid-19, entre elas o aumento da fome e da miséria. Ao comentar a atuação do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro disse que não quer brigar com ninguém, mas, segundo ele, "estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil".
"O Brasil está no limite. O pessoal fala que eu devo tomar providências. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria e o desemprego estão aÃ. Não vê quem não quer", disse o presidente nesta manhã durante encontro com apoiadores na saÃda do Palácio da Alvorada. Bolsonaro disse em parte de sua conversa com apoiadores que "alguns" pedem providências imediatas e reforçou que fará "o que o povo quiser" que ele faça.
"Amigos do Supremo Tribunal Federal, daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui. Vi que um ministro despachou um processo pra me julgar por genocÃdio. Olha, quem fechou tudo e está com a polÃtica na mão não sou eu. Agora, não quero brigar com ninguém, mas estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil", completou o presidente. Segundo Bolsonaro, ainda "há tempo de mudar" "É só parar, usar menos a caneta e mais o coração", disse.
Na terça-feira (13), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Luiz Fux, para que paute o julgamento da notÃcia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro por suspeita de genocÃdio contra as populações indÃgenas durante a pandemia do novo coronavÃrus.
Na semana passada, o ministro LuÃs Roberto Barroso determinou ao Senado instalar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do governo federal na pandemia. Na terça, o Senado leu o requerimento de abertura da CPI, que também irá investigar o uso das verbas federais passadas aos entes federativos para o combate do novo coronavÃrus. Na tarde desta quarta, o plenário do Supremo decide se referenda ou não a decisão de Barroso.
Fonte: Estadão Conteúdo