26/09/2019 10h30
Bolsonaro diz ser preciso respeitar Raoni, mas que ele 'não fala a nossa língua'
Após criticar o cacique Raoni Metuktire na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar a posição de liderança do indÃgena nesta quinta-feira, 26, e afirmou que o indÃgena "não fala a nossa lÃngua". Para Bolsonaro, Raoni não expressa os anseios de todos os Ãndios.
"Raoni fala outra lÃngua. Não fala a nossa lÃngua. É uma pessoa que está com uma certa idade avançada, vamos respeitá-lo com cidadão. Mas ele não fala pelos Ãndios. Cada tribo tem um cacique", disse o presidente a apoiadores na saÃda do Palácio do Alvorada, uma das residências oficiais da Presidência. "Levei uma Ãndia lá (para a Assembleia Geral), a Ysani Kalapalo, não existe mais o monopólio do Raoni", afirmou.
Durante a fala na ONU, Bolsonaro já havia falado que "o monopólio do senhor Raoni acabou". Ele também enalteceu Ysani Kalapalo como alguém com "prestÃgio das lideranças indÃgenas interessadas em desenvolvimento, empoderamento e protagonismo". No entanto, a escolha de Ysani como representante foi questionada, em carta, por 16 povos habitantes do Xingu.
Nesta quinta, Bolsonaro relembrou um outro documento sobre indÃgenas que leu durante o seu discurso na ONU. De acordo com o presidente, os Ãndios "querem sair da escravidão, esmola de ONG, Bolsa FamÃlia e cesta básica". "A carta que eu li é muito importante e não foi dado o destaque na mÃdia. É uma carta dos Ãndios produtores rurais", disse.
Bolsonaro falou com apoiadores na saÃda do Palácio da Alvorada, pela manhã. Antes de seguir para compromissos no Planalto, o presidente passou por exames no Hospital da Força Aérea de BrasÃlia (HFAB).
Fonte: Estadão Conteúdo