14/08/2018 13h50
CNJ rejeita afastar juiz que mandou prender Garotinho e Rosinha
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou um recurso dos ex-governadores do Rio Anthony Garotinho (PRP) e Rosinha Garotinho (Patriota) que pedia o afastamento do juiz Glaucenir Silva de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, responsável por ordenar a prisão de ambos em novembro de 2017.
Garotinho e Rosinha denunciam a conduta do juiz no episódio da prisão do ex-governador. Segundo eles, Glaucenir Silva de Oliveira teria agido de forma abusiva, ignorado laudos e pareceres médicos quando determinou a transferência de Garotinho a um hospital "inapropriado para a enfermidade que o acometia, ameaçando de prisão médicos que se insurgiam contra tal decisão".
A filha dos ex-governadores e deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) também assinou a reclamação disciplinar.
Eles alegaram também que o juiz teria amizade Ãntima com o coordenador de campanha de um adversário polÃtico de Garotinho e que isso seria uma prova de parcialidade. Afirmaram também que a conduta do magistrado é "incompatÃvel com a dignidade, honra e o decoro de suas funções".
O CNJ rejeitou conceder a liminar pedida e encaminhou os autos à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral para apuração dos fatos.
Na primeira vez que analisou o caso, os conselheiros haviam concluÃdo que não há indÃcio de qualquer desvio conduta do juiz. Segundo destacou o relator, o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio Noronha, o CNJ apontou que o juiz Glaucenir Silva de Oliveira não deixou de cumprir com serenidade e exatidão as disposições legais e atos de ofÃcio, assim como não houve tratamento descortês aos litigantes.
Anthony Garotinho e Rosinha foram soltos ainda no fim do ano passado. O polÃtico, agora no PRP, é candidato ao governo do Rio nas eleições de outubro.
Fonte: Estadão Conteúdo