10/06/2022 17h20
Defensoria Pública da União cobra gabinete de crise em Atalaia do Norte
Devido ao difÃcil acesso entre a região oeste do Amazonas e a capital, Manaus, a Defensoria Pública da União (DPU) cobra do governo federal a instalação de um gabinete de crise na região. Foi lá, próximo à fronteira com o Peru, onde Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram na manhã do último domingo, 5. Até o momento, as autoridades não confirmaram o paradeiro do indigenista brasileiro e do jornalista britânico. Eles faziam uma expedição no Vale do Javari, perto do municÃpio de Atalaia do Norte.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a DPU afirma que é fundamental a presença de, no mÃnimo, um representante da Equipe de Vigilância da União IndÃgena do Vale do Javari (Unijava), em cada embarcação envolvida nas buscas, pois "os povos indÃgenas do Vale do Javari possuem um maior conhecimento empÃrico de toda a região".
O único suspeito preso até agora é Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado". Na lancha onde ele foi detido, foram encontrados vestÃgios de sangue encaminhados para perÃcia na capital amazonense. Bruno já trabalhou na Funai e entende ao menos quatro das várias lÃnguas indÃgenas das etnias locais.
Dom, que é colaborador no Brasil do jornal inglês The Guardian, também já conhecia a Floresta Amazônica e é casado com uma brasileira. Os dois eram monitorados pela Unijava, que registrou o mais recente sinal telefônico da dupla na manhã do domingo.
Leia a nota divulgada pela DPU na Ãntegra:
A Defensoria Pública da União (DPU) pediu a criação de um gabinete de crise para articulação dos atores governamentais envolvidos nas buscas pelo indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e pelo jornalista britânico Dom Philips. A sala de situação deve ser instaurada em Atalaia do Norte (AM), que concentra os trabalhos de busca dos dois desaparecidos desde o último domingo (5).
A solicitação está em ofÃcio encaminhado para a PolÃcia Federal nesta sexta-feira (10). A sala de situação, de acordo com a DPU, deve reunir os órgãos, no mÃnimo, uma vez por dia, com o objetivo de informar como foram as buscas e alinhar estratégias de atuação. Devem estar presentes:
O Exército Brasileiro;
A Marinha do Brasil;
A PolÃcia Federal;
O 8ª Batalhão da PolÃcia Militar de Tabatinga;
O Batalhão Ambiental da PolÃcia Militar;
A PolÃcia Civil de Tabatinga, o Corpo de Bombeiros;
A Fundação Nacional do Ãndio (FUNAI);
A Defesa Civil;
A União dos Povos IndÃgenas do Vale do Javari (Unijava).
A instituição também aponta como fundamental a presença de "no mÃnimo, um indÃgena da Equipe de Vigilância da UNIVAJA (EVU)", em cada embarcação envolvida nas buscas, já que "os povos indÃgenas do Vale do Javari possuem um maior conhecimento empÃrico de toda a região, assim, é muito importante que acompanhem as buscas com as autoridades".
Reforço nas buscas
Na quarta-feira (8), a Justiça atendeu pedido da DPU e da Univaja e determinou que o Governo Federal efetivasse imediatamente a viabilização de reforços para auxiliar no resgate do jornalista e do indigenista. As instituições cobraram o uso de helicópteros, embarcações e equipes de buscas da PolÃcia Federal, das Forças de Segurança ou das Forças Armadas (Comando Militar da Amazônia).
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Estadão Conteúdo