10/10/2017 14h10
Defesa de Battisti pede suspensão de extradição
A defesa do italiano Cesare Battisti enviou, na segunda-feira, 9, uma nova manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte suspenda qualquer procedimento que vise à extradição, à deportação ou expulsão do ex-ativista do PaÃs até que seja analisado o pedido de habeas corpus apresentado ao STF no fim de setembro. A alegação é de que há risco de irreversibilidade no caso, diante da possibilidade de o presidente Michel Temer decidir pela extradição do italiano, que na Itália foi condenado por quatro homicÃdios. O relator do caso é o ministro Luiz Fux, que ainda não despachou no habeas corpus.
Os advogados destacam que surgiu na imprensa notÃcia de que o Planalto está tratando da expulsão do italiano do PaÃs. "Neste momento é iminente o risco que sofre o paciente de ter cerceado o seu direito à locomoção, em medida irreversÃvel a ser adotada, inclusive com apontamento de que pode ser concretizada a qualquer momento, com a expulsão do paciente do local que se encontra detido. Basta um mero ato do exmo. Presidente para que o paciente seja expulso do paÃs, com efeitos irreversÃveis", dizem.
Conforme o Estadão/Broadcast apurou, a tendência do presidente Temer é decidir pela extradição de Battisti.
A defesa já havia encaminhado um reforço ao pedido de habeas corpus na quinta-feira, 5, após o italiano ser detido em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, quando tentava deixar o PaÃs pela BolÃvia.
O ex-ativista italiano foi detido sob a acusação de evasão de divisas ao tentar deixar o Brasil pela BolÃvia. Em defesa de Battisti, os advogados afirmaram que ele e mais duas pessoas possuÃam um valor de R$ 25 mil quando tentavam cruzar a fronteira, o "que se mostra totalmente compatÃvel para uma viagem de alguns dias que estavam realizando".
A defesa ainda alega que as autoridades policiais contaram que foi apreendido junto com Battisti um "pino de plástico com resquÃcio de substância em pó de cor esbranquiçada", mas destaca que esse item foi encontrado em outro veÃculo, não naquele em que o italiano estava.
"O episódio deixa claro haver em relação ao paciente um tratamento diferenciado ao ponto das autoridades policiais terem inserido elementos exagerados e inverÃdicos no auto de flagrante, apenas para manter o paciente custodiado, gerando enorme repercussão nacional e internacional, com único intento de provocar comoção a favor de sua expulsão do PaÃs", alegaram os advogados de Battisti.
Fonte: Estadão Conteúdo