01/09/2019 08h10
Dobra número de inscrições em curso de capacitação da Raps
O número de interessados no processo de seleção de lÃderes promovido pela Rede de Ação PolÃtica pela Sustentabilidade (Raps) mais que dobrou em relação à edição do ano passado. Neste ano, 7.030 pessoas se inscreveram para participar do curso de capacitação da rede - aumento de 104%. O processo busca polÃticos com mandato ou pessoas que pretendem se candidatar nos próximos anos, em todos os nÃveis de governo.
Além do aumento dos interessados, as inscrições para esse processo tiveram representantes de mais cidades. De 537 municÃpios em 2018, o número agora chegou a 1.421. A representatividade de candidatos negros e pardos também mais que dobrou, de 1.417 para 3.244, e agora é 46% do total.
Os candidatos a integrar a Raps vão passar por um processo de seleção que inclui, entre suas fases, entrevistas com a comissão de seleção.
Criada em 2012, a Raps possui hoje uma rede de 581 integrantes ligados a 28 partidos polÃticos, além de pessoas sem vÃnculo partidário. Segundo a rede, 133 dos seus membros estão no exercÃcio de mandatos em municÃpios, Estados e no Congresso Nacional - sendo seis senadores e 26 deputados federais.
Diversidade
Nascido em um bairro periférico de Ipatinga (MG), Samuel EmÃlio, de 23 anos, que participou do último processo de seleção de lideranças do Raps, afirma que ficou surpreso com a diversidade de pessoas com variadas orientações polÃticas que encontrou. "Na minha turma tem pessoas do PSL ao PT e elas são obrigadas a conversar e atuar em conjunto", afirmou.
Samuel é hoje coordenador nacional do movimento Acredito e não é filiado a partido polÃtico. Para ele, a Raps se diferencia por estabelecer uma rede de contatos e conexões profissionais. "Não é uma escola ou um movimento, é uma rede que se propõe a conectar pessoas de diferentes visões e propor discussões a partir dessa conexão", diz o ativista, que pretende se filiar a algum partido e disputar eleições no futuro.
A deputada estadual de Alagoas Cibele Moura (PSDB), de 22 anos, está em seu primeiro mandato. "Considero a capacitação positiva pela oportunidade de conversar com pessoas de todo o Brasil sobre temas nacionais." Ela afirma que as trocas possibilitam trazer para o mandato a experiência de outros Estados e partidos. "Pude trazer experiências que têm dado muito certo", afirma Cibele, destacando o "networking" com pessoas de diferentes espectros polÃticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.D
Fonte: Estadão Conteúdo