18/05/2021 13h00
Em ofício, Randolfe cita 'grupos bolsonaristas' por trás de ataques pessoais
Grupos bolsonaristas estariam por trás do envio de mensagens com teor de ataque e agressão enviadas ao celular do vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O indicativo é apontado em ofÃcio endereçado pelo senador ao presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), pedindo providências da PolÃcia Federal ou da PolÃcia Legislativa do Senado. No inÃcio da sessão, Aziz afirmou que o conjunto de ataques será encaminhado para investigação.
No documento, Randolfe afirma que começou a receber neste fim de semana uma "sucessão de ameaças" em seu número pessoal. Segundo o senador, algumas das mensagens esclareceram a ele que seu número telefônico foi compartilhado em "grupos bolsonaristas" para essa finalidade. Um print da tela do celular de Randolfe mostra a seguinte mensagem: "estão espalhando esse número em grupos bolsonaristas como se fosse do Randolfe. E mandando as pessoas ameaçarem".
"Trata-se, como se vê, de uma nefasta tentativa de constranger e intimidar este parlamentar no mais lÃdimo exercÃcio das amplitudes de seu mandato, especialmente voltado, nesse momento, à proteção do povo brasileiro no tocante à pandemia de coronavÃrus que vem nos assolando e devastando nossa população e nossa esperança", afirma Randolfe, que anexou ao documento uma série de 'prints' com mensagens recebidas por ele.
"Pare de prejudicar o Brasil, nesta vida tudo tem retorno", diz uma delas. "Vc é bandido", "Você é um falso e demagogo democrata", afirmam outros usuários.
Para pedir uma investigação sobre o episódio, Randolfe citou artigo da lei que rege as regras das Comissões Parlamentares de Inquérito, o qual tipifica como crime a conduta de "impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercÃcio das atribuições de qualquer dos seus membros".
"É com, Senhor Presidente, profundo pesar à nossa democracia que esse tipo de ameaças à s legÃtimas atividades parlamentares aconteçam. Contudo, não podemos nos curvar aos arroubos autoritários desses tempos hodiernos, tomando todas as medidas jurÃdicas cabÃveis para fazê-los cessar", diz o vice-presidente da CPI no ofÃcio assinado nesta segunda-feira (17).
Fonte: Estadão Conteúdo