16/04/2018 18h50
Em seis meses, 14 jornalistas morreram na América Latina, alerta SIP
Em seu informe semestral publicado após uma reunião em MedellÃn, na Colômbia, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP na sigla em espanhol), alertou para um cenário preocupante para o exercÃcio do jornalismo no Brasil e na América Latina.
Nos últimos seis meses, 14 jornalistas morreram no exercÃcio da profissão na região - dois deles no PaÃs. Além disso, houve aumento no número de repressão, ameaças e perseguição digital aos comunicadores latino-americanos.
Segundo a SIP, a morte de três jornalistas equatorianos por uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é uma oportunidade de reflexão para empresas e profissionais.
"Qual o nosso papel na defesa das liberdades fundamentais de expressão e imprensa?", questionou a entidade em nota. "Sistematicamente temos nos pronunciado de maneira enérgica contra assassinatos e desaparições de jornalistas."
Dos 14 jornalistas mortos nos últimos seis meses, além dos três equatorianos vÃtimas das Farc e dois brasileiros, quatro são mexicanos e dois são guatemaltecos. Houve uma morte em Honduras, assim como em El Salvador e na Colômbia.
A SIP alerta que donos de jornais e jornalistas têm sido vÃtimas constantes de intimidações e acusações no continente. Às vezes, as agressões chegam a ser fÃsicas, especialmente em paÃses como BolÃvia, Venezuela e Cuba.
No caso do Brasil, a entidade diz que apesar da queda no número de agressões a jornalistas com a diminuição de protestos contra o governo, há, principalmente na internet, campanhas de difamações contra o trabalho jornalÃstico por parte de movimentos que se dizem apolÃticos.
A SIP lembra ainda que em seis meses houve 25 casos de agressão a jornalistas no PaÃs, sete de ameaças e dois de vandalismo contra empresas. Entre os mortos, estão o radialista, Jefferson Pureza Lopes, da Rádio Beira Rio, de Goiás. Ueliton Bayer Brizon foi morto em Cacoal, Rondônia.
Fonte: Estadão Conteúdo