19/06/2021 17h50
Fábio Faria critica políticos e artistas que lamentam as 500 mil mortes
Com milhares de famÃlias em luto no Brasil, que atingiu neste sábado a marca de 500 mil mortes pela covid, o ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, foi à s redes não para prestar solidariedade aos familiares e vÃtimas, mas para criticar "polÃticos, artistas e jornalistas" que lamentam pelas vidas perdidas no PaÃs em razão da pandemia. Ao dizer que essas pessoas "torcem pelo vÃrus", o ministro fez uma espécie de cobrança pela divulgação de dados sobre doses de vacinas já aplicadas e do número de pessoas recuperadas da covid-19.
"Em breve vcs verão polÃticos, artistas e jornalistas 'lamentando' o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do 'quanto pior, melhor'. Infelizmente, eles torcem pelo vÃrus", declarou o ministro em sua conta no Twitter. Até as 16h deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro não havia se manifestado sobre o número de mortos.
Fábio Faria, acomodado no governo Bolsonaro após a recriação do Ministério das Comunicações no ano passado, é quem negocia diretamente com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a criação de um telejornal para a TV Brasil que irá exibir apenas "notÃcias boas". Como mostrou reportagem do Estadão nesta semana, a ideia será levar ao ar apenas fatos considerados "leves" sobre temas como saúde, comportamento e entretenimento. Neste sábado, quando a gestão Bolsonaro completou 900 dias, um balanço de ações foi divulgado, destacando temas como vacinação e o auxÃlio emergencial. Até números do Bolsa Atleta, criado no governo Lula, entraram no levantamento.
Com vacinação lenta, baixa adesão à s medidas de isolamento social e sem polÃticas nacionais de testagem em massa, o Brasil contabilizou neste sábado 500.022 mortes por vÃtimas do novo coronavÃrus. A condução do governo federal no enfrentamento à pandemia é alvo de apuração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.
Fonte: Estadão Conteúdo