12/03/2022 14h10
Fiscalização do TCE-SP encontra mais de 60% dos aterros em situação irregular
Uma força-tarefa de 272 técnicos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) identificou nesta semana irregularidades no tratamento do lixo em mais da metade dos aterros (61,48%) vistoriados em 247 municÃpios.
Os flagrantes mais comuns foram de catadores informais trabalhando diretamente nos locais - o que é proibido pela legislação; animais descartados irregularmente e em estado de decomposição; e acúmulo de chorume, resÃduo poluente que contamina o solo e pode comprometer o lençol freático.
"A ação teve o objetivo de vistoriar como o dinheiro público está sendo empregado no tratamento de resÃduos sólidos, verificar os serviços de coleta de lixo domiciliar e hospitalar e a existência de aterros irregulares para a destinação de resÃduos da construção civil", informa o tribunal.
Todas as prefeituras e órgãos estaduais serão notificados pelo Tribunal de Contas para corrigir e prestar esclarecimentos detalhados sobre cada caso.
Irregularidades
O levantamento da Corte de Contas mostra que 85,02% dos municÃpios fiscalizados não faz qualquer tipo de processamento de resÃduo - como reciclagem, reutilização e tratamento - antes de aterrar o lixo. No caso de aterros desativados, 52,05% das prefeituras não fazem monitoramento do local.
A fiscalização constatou ainda que 42,91% dos municÃpios não regulamentaram a coleta seletiva de lixo e que, em 39,43% deles, esse tipo de serviço não ocorre de forma programada, em dias e horários predeterminados.
Segundo a Lei Federal nº 12.305/2010, que instituiu a PolÃtica Nacional de ResÃduos Sólidos, a coleta deve permitir, no mÃnimo, a separação entre o lixo seco (metais, papel, papelão, plástico e vidro) e rejeitos não recicláveis.
Em 50,61% dos locais vistoriados, também foi encontrado descarte irregular de lixo e, em 41,70%, foram flagrados depósitos de resÃduos da construção civil a céu aberto - conhecidos como lixões.
Fonte: Estadão Conteúdo