24/10/2021 14h20
Governo lança campanha para apresentar Auxílio Brasil, mas não garante valores
O Ministério da Cidadania lançou uma campanha publicitária neste domingo, 24, para apresentar o AuxÃlio Brasil, programa desenhado para substituir o Bolsa FamÃlia. Os vÃdeos devem ser veiculados nas redes sociais e em canais de comunicação. O governo ainda criou um site para o benefÃcio, mas sem anunciar os valores e ainda condicionando o inÃcio à aprovação no Congresso.
O primeiro vÃdeo da campanha apresenta o auxÃlio o "maior programa de transferência de renda", mostrando famÃlias preparando refeições, crianças na escola e trazendo o slogan "para a nossa gente transformar o PaÃs". No site, o governo destaca que "a previsão é iniciar os pagamentos desse novo programa em novembro", mas pondera que a medida provisória que criou o AuxÃlio Brasil precisa ser aprovada pelo Congresso. O prazo final é 7 de dezembro.
Em uma lista de perguntas e respostas, o Ministério da Cidadania afirma que os novos valores "ainda não foram anunciados", apesar de integrantes do governo terem declarado publicamente que o auxÃlio será de R$ 400 em 2022, incluindo um reajuste do Bolsa FamÃlia e um valor extra temporário. A medida causou crÃticas de economistas e agentes do mercado financeiro por alterar o teto de gastos, regra fiscal em vigor no PaÃs desde 2016.
Para viabilizar o pagamento de R$ 400, o governo terá de aprovar a medida provisória que criou o AuxÃlio Brasil e passar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, que altera o teto, na Câmara e no Senado. A medida vem sendo apelidada de "auxÃlio eleitoral" por se tratar de um valor temporário e limitado ao próximo ano, perÃodo de eleições.
"Os valores dos benefÃcios, os valores referenciais para caracterização de situação de pobreza ou extrema pobreza e as idades indicadas como público alvo do Programa deverão ser estabelecidos e reavaliados pelo Poder Executivo federal, periodicamente, em decorrência da dinâmica socioeconômica do PaÃs e de estudos técnicos sobre o tema", diz o portal do programa.
Pelas redes sociais, o ministro da Cidadania, João Roma, classificou o programa como um "marco histórico" do governo do presidente Jair Bolsonaro. "O novo programa, executado pelo Ministério da Cidadania, vai muito além de uma polÃtica pública de assistência e amparo social, reflete o compromisso do governo com a liberdade e a emancipação do cidadão", escreveu Roma no Twitter.
Fonte: Estadão Conteúdo