18/09/2018 09h51
Haddad critica política de preço de combustíveis dos governos Temer e Dilma
O presidenciável do PT, Fernando Haddad, criticou na manhã de hoje, em entrevista à CBN e ao G1, a polÃtica de preços de combustÃveis adotada pelo governo da correligionária Dilma Rousseff (PT) e pelo atual governo de Michel Temer (MDB).
"Temer se equivocou ao vincular os preços do combustÃvel à especulação do mercado externo e na gestão Dilma, não deverÃamos usar o preço do combustÃvel na polÃtica inflacionária", disse Haddad, destacando que a melhor polÃtica de preços para a Petrobras é não usar a empresa para manipular os preços. "Mas não se pode desconsiderar o seu monopólio e não se pode usar a polÃtica de preços para balizar a inflação."
Ao falar da polÃtica de preços da Petrobras e das consequentes altas nos combustÃveis - o querosene de aviação, por exemplo, superou os R$ 3,30 e já está cotado no maior valor desde 2002 -, Haddad citou o governo de seu padrinho polÃtico, Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que na sua gestão o PaÃs teve uma polÃtica de preços que levava em conta a rentabilidade da Petrobras e também os seus custos.
Apesar da crÃtica à gestão Dilma, o candidato do PT disse que o pior dos erros nesse setor foi cometido por Temer. "Ele trouxe enorme prejuÃzo ao PaÃs, ao atrelar o preço doméstico à cotação especulativa dos preços internacionais. Essa polÃtica foi implantada em julho de 2017 por Pedro Parente, determinando que os preços de derivados de petróleo comercializados pela empresa poderiam acompanhar diariamente as oscilações internacionais da cotação do óleo cru", disse.
Já na gestão Dilma, houve uma polÃtica de represamento e um controle de preços para subsidiar os combustÃveis e ajudar a conter os Ãndices inflacionários. A polÃtica do governo Dilma conseguiu segurar os preços dos combustÃveis, mas também resultou em contas bilionárias para a Petrobras, o que obrigou a estatal a arcar com a falta de paridade internacional. "Se tem repique inflacionário, tem outra forma de corrigir do que por administração de preço público", reiterou Haddad na entrevista.
Bancos
Haddad voltou a dizer que, se eleito, pretende taxar as instituições financeiras. "Quanto mais juros os bancos cobrarem, mais impostos pagarão. Quanto menos juros cobrarem, menos impostos irão pagar. O banqueiro terá de pagar do bolso dele quando aumentar os juros e não tirar do bolso do trabalhador", disse o petista.
Haddad afirmou que não pretende aumentar a carga média tributária, mas sim taxar bancos e quem ganha mais. "Vamos isentar do Imposto de Renda de quem ganha até cinco salários mÃnimos", emendou.
Ao falar em taxar os bancos, Haddad disse que isso não foi feito nas gestões do PT porque "é muito difÃcil mexer em vespeiro". "E por falar nisso, quero mexer também no vespeiro da concentração dos meios de comunicação", destacou.
O petista disse que, em sua eventual gestão no comando do PaÃs, não vai permitir a cartelização dos meios de comunicação. "Que mal fazem as agências internacionais atuarem aqui no PaÃs? As agencias internacionais de notÃcias têm todo o direito de veicularem notÃcias em lÃngua portuguesa no Brasil", frisou o ex-prefeito de São Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo