23/02/2019 13h21
Juan Guaidó reitera que ajuda humanitária entrará na Venezuela
O presidente autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó, reiterou que a ajuda humanitária irá entrar no paÃs. Uma delegação liderada pelos membros da oposição tenta atravessar a fronteira entre a Colômbia e o paÃs, levando cerca de 200 toneladas de alimentos e suprimentos médicos à população.
"Há ainda quem queira fechar a fronteira e impedir a entrada da ajuda. A ajuda irá entrar na Venezuela para salvar vidas. Essa ajuda respeita os direitos humanos do nosso paÃs", disse Guaidó. Segundo ele, será um "movimento pacÃfico, mas firme". As declarações foram concedidas há pouco, em uma coletiva de imprensa, realizada na cidade de Cúcuta, fronteira entre Venezuela e Colômbia.
No pronunciamento, o lÃder opositor ao regime de Nicolás Maduro pediu ainda que a população acompanhe o movimento de forma pacÃfica e afirmou que a integridade desses venezuelanos é responsabilidade de quem "usurpa o poder". O presidente autodeclarado pediu ainda para que a Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela (FANB) se posicione do "lado certo da história". "A FANB terá garantias reservadas pela Constituição", destacou Guaidó, em referência à s ameaças de Maduro aos militares que desertarem do bloqueio.
Guaidó acenou para chavistas, apelando para que revejam sua posição. Ele agradeceu também o apoio de outros paÃses. "Bem-vindos ao lado certo da História", concluiu. Após o pronunciamento, Guaidó entrou em um dos caminhões de assistência humanitária e acenou para a população. Os caminhões com suprimentos já começaram o deslocamento de Cúcuta para a fronteira venezuelana, pela Ponte de La Unidad.
A estratégia da oposição é levar o auxÃlio por meio de três ações simultâneas, pela fronteira da Venezuela com a Colômbia, assistência prestada por via marÃtima e através da fronteira da Venezuela com o Brasil. Maduro recusou a entrada da ajuda de outros paÃses e ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil. Desde ontem, a região fronteiriça da Venezuela com a Colômbia também está sob vigia da guarda militar do paÃs.
Também presente na coletiva, opresidente da Colômbia, Iván Duque, acompanhou o pronunciamento de Guaidó. "Acabamos de entregar a ajuda humanitária a Guaidó. Pedimos a entrada da ajuda de forma pacÃfica e que FANB se posicione do lado correto, do lado do povo", disse Duque.(Isadora Duarte)
Fonte: Estadão Conteúdo