29/08/2020 16h40
Líder do Centrão diz que Bolsonaro anunciará prorrogação do auxílio na 3ª-feira
O lÃder do Centrão e aliado do presidente Jair Bolsonaro, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), disse neste sábado (29) nas redes sociais que o governo vai anunciar na terça-feira (1º) a prorrogação do auxÃlio emergencial pago a informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavÃrus. Na postagem, o deputado não faz referência ao valor das próximas parcelas do benefÃcio.
"Na terça-feira vamos ao Palácio do Alvorada anunciar, junto com o presidente @jairbolsonaro, a prorrogação do auxÃlio emergencial, benefÃcio tão importante para milhões de brasileiros que precisam dessa ajuda para enfrentar esse perÃodo da pandemia", escreveu Lira.
Mais cedo, em evento na cidade goiana de Caldas Novas, o presidente Bolsonaro reafirmou que estenderá o pagamento do auxÃlio emergencial até dezembro deste ano, sem também especificar um valor.
"Ele é pouco para quem recebe e muito para quem paga. Vocês gastam por mês R$ 50 bilhões neste auxÃlio. Nós pretendemos, com um valor menor, que obviamente não será R$ 600, mas também não será R$ 200, prorrogá-lo até o final do ano e com isso fazer com que a economia volte à sua normalidade", disse Bolsonaro ao inaugurar usina de energia solar do Grupo DiRoma, de propriedade da deputada do Centrão Magda Mofatto (PL-GO).
Nesta semana, o presidente teve reuniões com ministros, incluindo o da Economia, Paulo Guedes, para tratar da prorrogação do auxÃlio. Conforme o Broadcast/Estadão já informou, o governo deve prorrogar o auxÃlio emergencial até o fim do ano, com quatro parcelas de R$ 300, que é o valor defendido por Bolsonaro.
A ideia do governo é que a extensão do auxÃlio seja uma transição para um "pouso suave" no Renda Brasil, que substituirá o Bolsa FamÃlia e ainda está em estudo pela equipe econômica, que tenta encontrar fontes de recursos para o novo programa.
O anúncio do Renda Brasil ficará para um segundo momento para que Guedes tenha mais tempo para encontrar espaço para acomodar o novo gasto dentro do teto, que limita o avanço das despesas à inflação. O presidente quer um plano que não inclua a revisão ou a extinção de outros benefÃcios, como o abono salarial, por exemplo.
O auxÃlio emergencial foi criado originalmente para durar três meses - tendo como base os meses de abril, maio e junho. Depois, o governo prorrogou o benefÃcio por duas parcelas - julho e agosto - por meio de decreto. O valor de R$ 600 foi mantido durante todo esse perÃodo. Para alterar o valor, será preciso a edição de uma medida provisória, que tem vigência imediata.
Fonte: Estadão Conteúdo