01/06/2020 19h40
Maia: decisão de cancelar portaria do exército que restringia munições é ruim
Em entrevista ao portal UOL, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu análise, por parte do Judiciário e do Congresso Nacional, da decisão do presidente Jair Bolsonaro de cancelar portarias do Exército que estabeleciam o controle, a rastreabilidade e a identificação de armas e munições importadas e fabricadas no Brasil. Maia disse que "a decisão de cancelar a portaria do Exército que restringia munições é ruim" e que a sociedade brasileira rejeita a flexibilização do acesso a armas.
"Precisamos discutir aquela decisão, precisamos pensar em restabelecer aquela portaria. A sociedade é majoritariamente contra armar a população. Uma decisão dessa precisa ser estudada, debatida e decidida pelo Parlamento e certamente existem medidas que devem ser tomadas pelo Judiciário brasileiro", falou Maia, para quem "o estÃmulo a armar a sociedade é até contraditório".
Em 17 de abril, o presidente Jair Bolsonaro anunciou em sua conta no Twitter que havia determinado "a revogação das portarias (...) por não se adequarem à s minhas diretrizes definidas em decretos". As portarias 46, 60 e 61, revogadas pelo comandante do Comando LogÃstico do Exército (Colog), general Laerte de Souza Santos, por exigência de Bolsonaro, foram elaboradas em conjunto por militares, policiais federais e técnicos do Ministério da Justiça.
A atitude de Bolsonaro foi lida por integrantes do Ministério Público Federal (MPF) como interferência do presidente no Exército, e gerou a abertura de duas investigações para apurar o caso.
Fonte: Estadão Conteúdo