28/07/2020 11h50
Maia: saída do MDB e do DEM do 'Centrão' não tem relação com eleição na Câmara
Após a saÃda do MDB e do DEM do chamado "Centrão", o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta terça-feira, 28, que a divisão do grupo é "natural e segue um padrão estabelecido pela prática congressual". "Nada tem a ver com a eleição para a Mesa Diretora em 2021, para a qual tradicionalmente são formados novos blocos", afirmou Maia, em nota.
No texto, o presidente da Câmara buscou afastar a ideia de que o desembarque do DEM e do MDB, antecipado pelo Estadão/Broadcast, esteja ligado a "divergências internas entre as siglas" ou com o seu processo de sucessão, previsto para o próximo ano. O deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), que comanda o bloco, também é pré-candidato à presidência da Câmara e conta com a simpatia do presidente Jair Bolsonaro para assumir o posto.
"A respeito das afirmações de que a saÃda do MDB e do DEM do bloco partidário liderado pelo deputado Arthur Lira teria relação com divergências internas entre as siglas ou, ainda, com as eleições para a Mesa Diretora do próximo biênio, julgo importante esclarecer que a formação e desfazimento dos blocos no inÃcio de cada sessão legislativa é prática reiterada na Câmara dos Deputados", disse Maia.
O bloco conta, atualmente, com Progressistas, PL, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante e tem 221 deputados federais, o maior da Casa. Foi formalizado em 2019 para a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e permitiu ao "Centrão" ter 18 assentos no colegiado mais cobiçado do Congresso.
Segundo Maia, "naturalmente, no inÃcio de cada ano os partidos buscam se alinhar à s agremiações com as quais possuem maior afinidade para alcançar uma melhor representatividade na CMO". Além disso, destaca que "os blocos formados com esse propósito duram, em geral, até a publicação da composição da CMO e sua instalação".
"Como, em razão da pandemia, as comissões ainda não se reuniram, a existência do bloco acabou se prolongando. Seu desfazimento é natural, segue um padrão estabelecido pela prática congressual e nada tem a ver com a eleição para a Mesa Diretora em 2021, para a qual tradicionalmente são formados novos blocos", afirmou o presidente da Câmara.
Fonte: Estadão Conteúdo