25/05/2021 10h50
Manaus mostrou necessidade de dar medicamentos aos doentes, diz Mayra em CPI
Em fala inicial à CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina", já indicou que deve reforçar a defesa da cloroquina e outros medicamentos sem eficácia médica comprovada em pacientes com infectados com coronavÃrus.
Citando a crise sanitária que atingiu Manaus no inÃcio do ano - episódio pelo qual é alvo de investigação - Mayra afirmou que a situação mostrou que "medicamentos que pudessem tratar os que adoeciam a despeito das medidas de proteção" eram necessários.
"Manaus mostrou que precisarÃamos com muita urgência de mais medidas de proteção individual, de vacinas de alta eficácia, mas também de medicamentos que pudessem tratar os que adoeciam a despeito das medidas de proteção. A nova variante comportou-se quase como nova doença, e precisávamos de todas as medidas para reduzir o caos ali instalado", disse a secretária, segundo quem recebeu do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a missão de organizar a visita a Manaus.
Mayra disse ainda que a gravidade da doença exigiu tomadas de decisão com "respeito a autonomia médica". "Exige capacidade de nos livrarmos das afirmações categóricas das verdades eternas. Ciência só tem respeitabilidade na medida que aceitem princÃpio de autocorreção", disse ela.
"Termos como ciência, comprovação cientÃfica, off label e eficácia se tornaram confusos em meio ao caos. Lutamos com evidências que conquistamos dia após dia", afirmou.
'Ignorância ou cinismo'
"A fala de Mayra Pinheiro, a Capitã Cloroquina, ou está repleta de ignorância sobre a administração pública ou de cinismo. Aposto na segunda. É óbvio que não se deve distribuir um medicamento sem eficácia comprovada como polÃtica pública!"
A frase é da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), em publicação no Twitter, sobre a fala inicial da médica na CPI da Covid. Mayra afirmou ter "experiência concreta e real" para tratar pacientes com coronavÃrus e citou tratamento com as "medicações disponÃveis aos primeiros sintomas".
Fonte: Estadão Conteúdo