15/02/2021 18h12
Ministro das Comunicações diz que Ninguém pode "impor vacina" contra covid-19
O ministro das Comunicações, Fabio Faria, resolveu entrar na celeuma sobre a obrigatoriedade ou não de se tomar vacina contra a covid-19, apesar de sequer haver uma vacina de efeito confirmado para uso no PaÃs, até o momento.
Na esteira do presidente Jair Bolsonaro, que tem rivalizado sobre o assunto com o governador de São Paulo, João Doria, Faria foi para as redes sociais dizer que a vacina da covid-19 não "entra em sua casa".
"Vivemos em um paÃs democrático, governado por um Presidente que luta pela liberdade do povo. Isso significa que nós, brasileiros, temos o DIREITO de escolha. Ninguém pode impor vacina, sobretudo porque sabemos que vacinas seguras costumam demandar tempo. Na minha casa, não entram!", escreveu o ministro, em sua página no Twitter.
Em outra postagem, Fabio Faria afirmou que "o governo irá oferecer a vacinação, de forma segura e gratuita, após comprovação cientÃfica e validada pela ANVISA, e sem imposição". "Claro que a população quer se ver livre do vÃrus, e isso será feito com responsabilidade. O PR @jairbolsonaro quer o melhor para o seu povo."
Na semana passada, o ministro testou positivo para covid-19, assim como diversos outros integrantes do governo que estiveram presentes em um jantar na casa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. Este último também foi contaminado pelo vÃrus.
Quatro dias após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmar que a vacinação contra a covid-19 no Estado será obrigatória, o prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, negou a necessidade da medida na capital. A questão entrou no centro do debate polÃtico, e ontem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em contraposição a Doria, voltou a dizer que a vacina não seria obrigatória.
"(Não há) nenhuma necessidade de tornar (a vacina) obrigatória", afirmou Covas nesta terça-feira, 20, em entrevista à Rádio Eldorado. Segundo ele, a Prefeitura tem feito "campanhas de vacinação em que mais de 90% da população participa, se envolve". Por isso, afirma, os paulistanos devem aderir à vacina sem que seja necessário torná-la obrigatória. "É o que acontece com outras vacinas, não tem nenhuma novidade", disse.
Fonte: Estadão Conteúdo