22/09/2020 11h50
Na ONU, Bolsonaro defende governo e rebate críticas à gestão ambiental
Em discurso gravado para Assembleia-Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro rebateu crÃticas sobre a forma como o governa lida com a questão ambiental. O chefe do Executivo brasileiro afirmou que o PaÃs é vÃtima de "uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal".
"A Amazônia brasileira é sabidamente riquÃssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil", afirmou.
Como o Estadão/Broadcast adiantou, pressionado por investidores e organizações internacionais, Bolsonaro iria mesmo usar seu pronunciamento para tentar reverter a imagem negativa do PaÃs sobre a preservação ambiental, em um momento em que o Brasil vive alta nos Ãndices de desmatamento na Amazônia, além de enfrentar incêndios na região e na área do Pantanal.
"Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o Ãndio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas", disse.
Bolsonaro afirmou que mantém uma polÃtica de "tolerância zero" para crimes ambientais. "Juntamente com o Congresso Nacional, buscamos a regularização fundiária, visando a identificar os autores desses crimes", acrescentou.
O mandatário admitiu dificuldades no combate aos crimes ambientais na região por causa do extenso território da Amazônia e destacou que o governo trabalha para ampliar e aperfeiçoar "o emprego de tecnologias" e operações no local.
O presidente comentou ainda as queimadas no Pantanal, que já atingiram 15% da região, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), destacando razões para os incêndios. "As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição".
Óleo
Bolsonaro citou ainda a mancha de óleo que atingiu a costa brasileira no ano passado e a atribui à Venezuela. "Em 2019, o Brasil foi vÃtima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuÃzos nas atividades de pesca e turismo", disse.
O chefe do Executivo ressaltou que o PaÃs respeita a liberdade de navegação estabelecida em convenção da ONU, mas que "as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade".
Fonte: Estadão Conteúdo