17/11/2018 11h01
'Não pode ficar em cima do comodismo', diz Marina sobre desafios da Rede
A ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada da Rede ao Planalto nas eleições deste ano, concedeu entrevista o jornal O Estado de S. Paulo. Veja, abaixo, os principais trechos:
A que a sra. atribui o seu desempenho nas urnas?
As urnas valorizaram a polarização. Ou seja, o discurso da mediação não ganhou força. Não posso, para ganhar uma eleição, dizer qualquer coisa do Ciro (Gomes), do (Geraldo) Alckmin ou do (Jair) Bolsonaro. Se isso rende ou não rende voto, é uma escolha.
O que a sra. acha que o desempenho da Rede nas urnas significa para o projeto polÃtico do partido?
Um desafio muito grande. Estamos fazendo um congresso, antecipando algo que farÃamos com dez anos exatamente para fazer essa avaliação. Sou da lógica do Martin Luther King: quando dá pra correr, corre, quando não dá para correr, anda, quando não dá para andar, se arrasta. O que a gente não pode é ficar em cima do formigueiro do comodismo, da falta de compromisso com os desafios que se tem. A história é feita assim.
A sra. sempre fala de autocrÃtica do PT. Qual seria a autocrÃtica da sra. ou da Rede também?
Quando falo autocrÃtica do PT, todos os graves casos de corrupção, eu imagino que foram trazidos para sociedade brasileira com base em materialidade, julgamento, com direitos aos advogados mais bem pagos, mas, mesmo assim, (tiveram) condenações. Se nem com isso é possÃvel fazer autocrÃtica, é muito difÃcil. As minhas autocrÃticas, as quero e as devo fazer. No entanto, não posso fazer autocrÃtica de pertencer a um partido pequeno, foi uma escolha. Alguém acha que devo fazer autocrÃtica por não fazer fake news?
O que pesa a favor ou contra dessa fusão com o PPS?
Nesse momento, a única coisa que posso dizer é que esse gesto do PPS é saudado por nós, mas tendo a compreensão de que eles já vêm de um debate interno anterior. Nós vamos começá-lo agora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo