01/11/2018 12h30
No Rio, populares se aglomeram para ver Moro e pedem prisão de petistas
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, se reuniu com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na manhã desta quinta-feira, dia 1º, no Rio de Janeiro. Sob escolta da PolÃcia Federal, ele chegou sem dar declarações. Na saÃda, o juiz federal chegou a descer do veÃculo onde estava para falar com a imprensa, mas um inÃcio de tumulto acabou fazendo com que ele retornasse sem se pronunciar.
Logo após a saÃda de Moro, o Blog do Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, divulgou que o magistrado havia aceitado o convite do capitão da reserva para comandar o superministério da Justiça. E que irá divulgar uma nota ainda pela manhã detalhando os termos da proposta que aceitou.
O encontro durou pouco mais de 1h30 e ocorreu na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da capital fluminense. O juiz federal desembarcou no Rio às 7h30 e entrou em uma caminhonete da PF ainda na pista de pouso do Santos Dumont.
Durante a reunião entre os dois, muitos curiosos se aglomeraram em frente ao condomÃnio, que fica em frente à praia da Barra. Isso atrapalhou a saÃda da comitiva que levava o juiz federal - Moro estava em uma das duas caminhonetes da PF, que ficou cinco minutos parada na saÃda do conjunto de casas. Foi nesse momento que o juiz saiu para se pronunciar, ao lado de Paulo Guedes, mas acabou voltando.
Enquanto esperava pelo deslocamento, o juiz ouviu muitos gritos de apoio. Alguns pediram para ele "prender o Lindbergh (Farias, atual senador pelo PT do Rio de Janeiro e derrotado nessas eleições quando tentava a reeleição) " e "ir atrás da Narizinho (apelido da presidente do PT, Gleisi Hoffmann)".
Fonte: Estadão Conteúdo