23/05/2017 13h20
Nogueira: articulação política não está prejudicada; governo está trabalhando
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, avaliou nesta terça-feira, 23, que o presidente Michel Temer "vai sair mais forte dessa crise" e que o PaÃs tem consciência da necessidade das reformas trabalhista e da Previdência. Segundo o ministro, a articulação polÃtica do governo não foi prejudicada pelas recentes revelações feitas pelos donos da JBS, que fizeram delação premiada.
Após a delação, Temer passou a ser alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se o presidente praticou os crimes de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução à Justiça.
"O Brasil é um paÃs de paz social, nossas instituições funcionam, nossos lÃderes, independente do espectro polÃtico, têm compromisso com o Brasil. O PaÃs passou por tantas outras dificuldades, vai passar por essa e sair mais forte. O presidente Michel Temer vai sair mais forte dessa crise", disse Nogueira a jornalistas após evento em BrasÃlia.
O ministro afirmou que o Congresso Nacional não está paralisado e que "tem maturidade" e "consciência de seus prazos" para as votações. Nogueira refutou a possibilidade, por exemplo, de a Medida Provisória (MP) que autoriza a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) caducar. O texto expira em 1º de junho. "Não vai cair (a MP)", garantiu.
"A articulação polÃtica não está prejudicada, o governo está trabalhando", disse o ministro. "Conhecendo os senadores e deputados, tenho certeza da consciência de cada um do compromisso com o Brasil. O Brasil não pode parar", acrescentou.
Nogueira destacou ainda a importância das reformas, mas evitou fazer projeções se a instabilidade polÃtica pode afetar o calendário de votação da proposta de mudanças na CLT. O ministro afirmou apenas que as reformas são fundamentais. "O Brasil tem consciência da necessidade de reformas. As reformas são fundamentais para que Brasil esteja dentro do cenário moderno, principalmente em termos de garantia de direitos e necessidade de segurança jurÃdica", disse.
Fonte: Estadão Conteúdo