05/01/2019 09h01
Onyx nomeia delegado que apontou 'criminalidade no governo do PT'
O delegado federal aposentado Jorge Barbosa Pontes foi nomeado pelo ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni para o cargo de diretor de Ensino e EstatÃstica da Secretaria Nacional de Segurança Pública, braço do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O delegado Pontes apontou, em 2016, o que classificou de 'criminalidade institucionalizada no governo do PT'.
Ele coordenou a Interpol no Brasil, foi adido da PolÃcia Federal em Paris e é formado pela Academia Nacional do FBI em VirgÃnia.
Em novembro de 2017, em entrevista ao Estadão, Pontes alertou para delegados 'abduzidos' pelo poder polÃtico. Ele afirmou que o PaÃs quer 'ouvir o barulho de uma porta de ferro da cadeia trancando senadores, governadores e deputados'. E disse que 'a Lava Jato nunca correu tanto risco'. Afirmou, ainda. "Assessorar alguns polÃticos é mais comprometedor do que se associar à boca de fumo."
Após 30 anos de PF, primeiro como agente federal, depois como delegado, Pontes leva no currÃculo passagens por setores estratégicos da corporação e investigações complexas numa época em que os recursos eram escassos. Por exemplo, ele descobriu a farsa do célebre 'Dossiê Cayman', um punhado de papéis montados por estelionatários que pretendiam vender a opositores informações forjadas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995/2002).
A Diretoria de Ensino e EstatÃstica da Secretaria Nacional de Segurança Pública, recém criada, terá a missão de 'pensar e repensar' a formação e o treinamento das polÃcias.
Quem é Jorge Pontes
Jorge Barbosa Pontes, carioca, nascido em 8 de junho de 1960 Cursou Direito na UERJ, formando-se em 1989. Iniciou a carreira no Departamento de PolÃcia Federal em 1987, como agente de PolÃcia Federal. Em 1995 foi aprovado em concurso público para delegado de PolÃcia Federal.
Serviu no Amazonas e Rio como agente de PolÃcia Federal, e no Rio, BrasÃlia, Pernambuco e Paris como delegado.
Chefiou o Serviço de Operações da Delegacia de PolÃcia MarÃtima no Rio de Janeiro, o Serviço Disciplinar da Corregedoria no Rio de Janeiro e o Serviço de Cooperação Técnica Internacional de PolÃcia da Interpol em BrasÃlia.
Foi superintendente regional do Departamento de PolÃcia Federal em Pernambuco, coordenador-geral da Interpol no Brasil e adido da PolÃcia Federal em Paris.
Autor da proposta que originou a criação da unidade especializada da PolÃcia Federal que combate à delinquência ambiental no paÃs.
Formado pela Academia Nacional do FBI (General Course of Instruction) em 1994, Quantico/VirgÃnia-EUA. Completou pós graduação em Educação em Justiça Criminal pela Universidade de VirgÃnia/EUA; Curso de Formação de Oficiais de Interpol para a América Latina, em Montevidéu. Curso de Inteligência Policial pela National Police Agency Japan, Tóquio. Curso de Gerenciamento Avançado para Policiais pela Academia Internacional de PolÃcia, em Roswell/Novo México - EUA; Curso 'Global Terrorism', em Puntarenas/Costa Rica.
Curso de Altos Estudos de PolÃtica e Estratégica da Escola Superior de Guerra (ESG). MBA em Planejamento e Gestão Estratégica pela Fundação Getúlio Vargas. Foi membro - eleito - do Comitê Executivo da Interpol para o triênio 2009-2011, em Lyon/França, representando as Américas.
Autor da tese que aponta a existência de um novo fenômeno da criminologia, o crime institucionalizado, 'um flagelo a ser enfrentado, mais problemático e localizado ainda acima do crime organizado convencional'.
Fonte: Estadão Conteúdo