12/08/2019 08h20
Operação Monograma: PF faz buscas em endereços de Fernando Pimentel
A PolÃcia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira, 12, a operação Monograma, contra crimes de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro em desdobramento de outra operação, a Acrônimo, que tem com um dos investigados os ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). O esquema teria movimentado R$ 3 milhões e contou com participação de empresa no Uruguai. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Pimentel em Belo Horizonte. As ordens foram expedidas pela 32ª Zona Eleitoral, na capital.
A primeira fase da Acrônimo ocorreu em 2015. As investigações que levaram à deflagração da Monograma apontaram, de acordo com a PF, "possÃveis delitos eleitorais, nos quais empresas de consultoria, mediante a simulação de prestação de serviços, teriam sido usadas para o recebimento de vantagens ilÃcitas em montante superior a R$ 3 milhões".
Provas conseguidas pela PF, com base em delação premiada, "indicaram que os valores recebidos decorreram de atuação de agente polÃtico em benefÃcio de negócios de empresa brasileira no Uruguai".
Segundo a corporação, "em razão de novo entendimento jurisprudencial, as investigações anteriormente eram conduzidas pelo Superior Tribunal de Justiça, passaram a tramitar na 32ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte a partir de em junho de 2019".
Com a palavra, o advogado Eugênio Pacelli, que defende Fernando Pimentel
"Estranhamos a medida, que se refere a fatos de 2014. E a Operação Acrônimo já adotou todas as medidas possÃveis.
Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que caracteriza essa busca e apreensão."
Fonte: Estadão Conteúdo