11/01/2021 03h22
Pelos 'mais pobres', Lira pede reorganização dos programas de renda mínima
O candidato do governo à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), publicou no Twitter que, diante da crise econômica, os programas de renda mÃnima devem ser reorganizados visando as populações carentes. Na publicação, Lira diz que "precisamos cuidar dos mais pobres reorganizando os programas de renda mÃnima, mas sem abrir mão da austeridade fiscal e do teto de gastos. A demagogia fiscal sempre custa caro para o PaÃs e em especial para os mais pobres", escreveu.
O discurso do deputado, no entanto, vai de encontro com a desistência do governo de Jair Bolsonaro de criar o Renda Cidadã, programa de renda básica em substituição ao Bolsa FamÃlia. O projeto tinha como objetivo a proteção da parcela mais vulnerável da população, logo após o fim do auxÃlio emergencial, mas sem que a medida colocasse em risco o teto de gastos.
Sem acordo, governo e lÃderes do Congresso descartaram, em dezembro, a criação de um novo programa de distribuição de renda e o governo afirmou também que não haveria a prorrogação do auxÃlio emergencial. Em compensação, houve o anúncio de uma eventual ampliação do Bolsa FamÃlia.
Como o Estadão/Broadcast antecipou, o governo prepara uma medida provisória para reestruturar o Bolsa FamÃlia dentro do orçamento de R$ 34,8 bilhões já reservado para 2021. A ideia é unificar benefÃcios já existentes no programa, reajustar os valores e criar novas bolsas: por mérito escolar, esportivo e cientÃfico. Nesse desenho, 14,5 milhões de famÃlias seriam contempladas, pouco mais de 200 mil acima do número atual (14,3 milhões). O texto, porém, ainda está sendo trabalhado pelos ministérios e precisa ser validado pelo presidente Bolsonaro.
Fonte: Estadão Conteúdo