11/09/2017 14h57
PF vê indício de que dinheiro seja de Geddel e aponta relação de bunker com irmão
A PolÃcia Federal apontou que existem "fortes indÃcios" de que o dinheiro encontrado em um apartamento em Salvador nesta semana seja do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A afirmação faz parte do pedido de prisão preventiva do peemedebista que foi encaminhado à Justiça Federal.
Policiais e procuradores apontam ainda a ligação do imóvel onde foram encontradas as malas de dinheiro com o irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
Na terça-feira (5), a PF encontrou em um imóvel na capital baiana, que seria usado por Geddel como uma espécie de "bunker", armazenagem de dinheiro em espécie. O valor chegou a R$ 51 milhões, distribuÃdos em oito caixas e seis malas. A PolÃcia encontrou as digitais do ex-ministro no apartamento.
Durante a operação, a polÃcia encontrou uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada pelos procuradores como empregada doméstica de Lúcio. Além disso, o proprietário do apartamento, Silvio Antônio Cabral da Silveira, confirmou que emprestou o imóvel ao deputado federal.
Segundo o MPF, Silveira afirmou que emprestou o apartamento para Lúcio Vieira Lima "em nome da amizade que possuÃa com ele, embora não conhecesse Geddel". O empréstimo do apartamento foi confirmado em depoimento da administradora do condomÃnio.
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em BrasÃlia, autorizou a prisão preventiva de Geddel e de Gustavo Pedreira Ferraz, considerado pessoa próxima ao ex-ministro. Investigadores identificaram as digitais dos dois no apartamento. O juiz também deferiu busca e apreensão em três endereços nesta manhã, entre eles a casa da mãe do ex-ministro. Ao pedir a busca, a PolÃcia Federal alegou que "há grande probabilidade" de que nos endereços existam documentos de práticas de crime e "inclusive, mais dinheiro de origem ilÃcita".
Para o juiz, diante dessas circunstâncias "não há nenhuma possibilidade de se assegurar que o preso domiciliar esteja cumprindo e possa continuar cumprindo rigorosamente todos os requisitos da cautela. Aliás, como se pode ver, tudo evidencia que não está executando fielmente a medida alternativa à prisão (efetiva), pois foram encontradas fragmentos de impressões digitais no material apreendido, e tanto de Geddel quanto de Gustavo Pedreira".
Para o magistrado, há fortes os indÃcios do crime de lavagem de dinheiro e de "reiteração da conduta criminosa", o que justifica a necessidade da prisão preventiva.
Fonte: Estadão Conteúdo