27/07/2022 14h50
PM investiga cabo que diz 'se governo comunista voltar' pessoas vão perder bens
O Comando da PolÃcia Militar de São Paulo informou, nesta terça-feira, 26, que o 20.º Batalhão de PolÃcia Militar do Interior decidiu abrir uma apuração sobre a conduta de um cabo que, fardado, foi filmado discursando para integrantes da comunidade de Barreirinha, na cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, dizendo que "se o governo comunista voltar", os moradores de lá "irão perder o direito de todos os bens".
Em nota oficial, a PolÃcia Militar informou que "é uma Instituição de Estado que atua estritamente sob os mandamentos constitucionais e legais". "Em relação ao vÃdeo, imediatamente ao tomar conhecimento das imagens, o Comando do 20.º BPM/I instaurou procedimento para apurar a conduta do policial militar, sendo certo que a sua opinião pessoal não reflete o posicionamento institucional nem tampouco coaduna com os protocolos previstos para atendimento de ocorrências da PolÃcia Militar."
O Estatuto dos Militares proÃbe manifestações polÃtico-partidárias de policiais militares da ativa e a participação fardados de atos ou reuniões polÃticas. O Código Penal Militar também veda essa tipo de atuação, bem como o regulamento disciplinar da corporação.
Além disso, o Comando da PM de São Paulo expediu determinação expressa em dezembro para garantir a disciplina e preservar os valores da polÃcia paulista, que estabeleceu um prazo de 20 dias para que PMs excluÃssem de suas redes sociais particulares todas as postagens que usem sÃmbolos, imagens, áudios ou qualquer outra coisa que se refira direta ou indiretamente à PolÃcia Militar.
Queria-se evitar o uso desses sÃmbolos em manifestações de caráter pessoal que podiam ter reflexos polÃtico-ideológicos. Dizia o texto: "O descumprimento das Condições de Execução elencadas (...), bem como de quaisquer valores e deveres policial-militares previstos em lei, deverá ser apurado à luz do Regulamento Disciplinar da PolÃcia Militar, Código Penal e Código Penal Militar, conforme o caso".
Fonte: Estadão Conteúdo