27/06/2022 12h10
Prisão de ex-ministro foi 'juridicamente errada', diz líder da bancada evangélica
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), lÃder da bancada evangélica, avalia que a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi "juridicamente errada". "Não quero acreditar que tenha sido prisão polÃtica. Mas até agora, prova nenhuma foi colocada", declarou o parlamentar, correligionário e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao Papo com Editor, do Broadcast PolÃtico, serviço de notÃcias em tempo real do Grupo Estado. A declaração foi dada antes da divulgação de áudios em que Ribeiro relatou ter recebido ligação de Bolsonaro com alertas sobre possÃvel busca e apreensão em seus endereços.
Em contrapartida, Sóstenes entende que houve "no mÃnimo imprudência" por parte de Ribeiro e dos pastores envolvidos no chamado gabinete paralelo do MEC, escândalo revelado pelo Estadão. "Não vou jogar os indÃcios para debaixo do tapete", disse o deputado na entrevista. O ex-ministro já está em liberdade após um pedido de habeas corpus. Ele é investigado por possÃvel tráfico de influência e corrupção passiva à frente da pasta.
O lÃder da bancada evangélica reconhece que o episódio da prisão cria desgaste para Bolsonaro em ano eleitoral, mas destaca que o foco da disputa pelo Palácio do Planalto ainda é a economia. Para o deputado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa "sair um pouco da cartilha liberal" para enfrentar a crise econômica atravessada pelo PaÃs. "Não dá para ser liberal 100% neste momento, mas também não defendo irresponsabilidade fiscal. Precisamos buscar um ponto de equilÃbrio", declarou na entrevista.
Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante assinou o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, mas avalia que o colegiado não resolverá o problema do preço dos combustÃveis. "Entendo que, dialogando com o novo presidente da Petrobras e o Conselho administrativo, podemos buscar um meio termo para esses aumentos que ninguém mais suporta no Brasil", afirmou.
Fonte: Estadão Conteúdo